Hoje de tardinha, em plena terça-feira de Carnaval, pensei que não tinha feito postagem sobre o tema !
Minha ligação com o reinado de Momo é muito diferente dos padrões carnavalescos normais.
Na minha tradicional, comportada e recatada família portuguêsa, não se usava "brincar o Carnaval" ! Nem tão pouco usar fantasias.
Mas eu gostava muito de ficar olhando os blocos desfilando pelas ruas do meu bairro e, melhor que tudo, adorava apreciar as fantasias !
E ouvir as músicas carnavalescas, que aprendíamos ouvindo o rádio !
E sentir o cheiro do cachorro-quente (nos meus tempos de carnívora !), que vinha das barraquinhas de comida.
E olhar os filtros de vidro transparente cheios de limonada ou refresco de grosselha.
Isso sem falar no lança-perfume, sonho de consumo de todo mundo !
Veja aqui a história do lança-perfume:http://geleiageneral.blogspot.com/2010/01/nem-cheiro-de-lanca-no-ar.html
Na foto, meu marido, uma amiguinha e o irmão, nessa foto que eu adoro e já usei por aqui.
Nessa magnífica foto, o Carnaval no Rio de Janeiro em 1907 !
Que construções lindas, que postes de luz charmosos, requintados, bem no estilo art nouveau que tanto gosto ! E foi nesse ano que nasceu o Corso, desfile de Carnaval em carros conversíveis.
Dois piratinhas inofensivos, mesmo fazendo cara de mau ! Como meu marido gostava de se fantasiar, naqueles tranquilos carnavais dos anos 50 ! E qual a criança que não gosta desse mundo de fantasia, quando pode se transformar no personagem que quiser ?
Eu sonhava em ser uma cigana ou uma odalisca...
Na família do meu marido as fantasias eram rotina nos Carnavais de outrora. Herdei fotos preciosas e lá fui buscar as crianças daqueles tempos, hoje senhores e senhoras de uma certa idade, em suas roupas de folia.
Aqui está a Dulcinéia, prima do meu marido, em sua roupa de baiana.
Aqui para você, Rosângela, seu pai e sua tia, em 1942. Lindos !
A Rosângela é filha do Valter, primo do meu marido, que aqui está menorzinho, com sua bonita fantasia de cetim.
Adhemar, tio do meu marido em sua bela fantasia dos anos 40.
A bela Carminha, prima de minha sogra, na baiana sofisticada.
Carnaval vai, Carnaval vem, e com ele as lembranças de tempos que não voltam mais...
Já repararam que as pessoas gostam de dizer que o Carnaval do seu tempo era melhor do que o atual ?
"Assim é, se lhe parece", mas para mim, prefiro relembrar com pessoas da mesma idade as coisas boas de outrora.
E aproveitar as coisas boas de agora !!!
Mas as músicas do Carnaval de antigamente eram muito mais bonitas !!!
Vejam aqui outra postagem sobre Carnaval antigo:http://floradaserra.blogspot.com/2010/02/fantasias-de-uma-crianca.html
terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
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Ah, Flora, nada se comparava ao cheiro e à
ResponderExcluirsensação fresquinha do lança-perfume !
Que pena que acabou...
Beijinhos.
Vera Scheidemann
Olá, Flora!
ResponderExcluirSei que muita coisa mudou, pois eu e minha família pegamos um outro carnaval, tempo de Cacique e Bafo da onça na avenida. Mas continuo gostando muito dessa magia do Carnaval e aproveitando do jeito que dá...
Adorei sua postagem! Fotos antigas...amo!
Como gosto dessa planta amor-agarradinho...Linda!
Olá, querida Flora
ResponderExcluirComo é bom recordar!!!
Nunca brinquei Carnaval mas os filhos se fantasiaram... e netinhos também...
Te espero pra seguir meu novo blog pois os antigos não posso mais mexer...
Ficarei feliz de ver o seu rostinho de novo comigo...
Bjm de paz e harmonia
Eu adoro o Carnaval!
ResponderExcluirAntes não gostava, mas desde que faço biodança e conheci Rolando Toro Araneda, poeta, pintor e o criador do Sistema que vejo o Carnaval com outros olhos.
É a festa da alegria, da boa disposição, da dança, de Dioniso, da folia, do prazer de viver. Pena que tantas pessoas desvirtuem essa alegria que o Carnaval tem e transformem uma festa de alegria numa festa de egos.
Muitos beijos meus
Jorge Vicente
Amiga,
ResponderExcluirtambém não participo do carnaval, mas como vc eu era uma criança curiosa e amava essas fantasias. Acho que o lúdico me fascina até hoje!
Bjinhos
Estou descobrindo a genética que sempre me fez adorar fantasias, apesar de não gostar de Carnaval...rs
ResponderExcluirPensei que vc era a única responsável, estou vendo que na família do papai tb tinha isso...;-)
beijo, mãe!
Como é bom reviver o carnaval de outros tempos...
ResponderExcluirEm Benguela / Angola, minha cidade, o carnaval dos anos 40 e 50,era passados na rua principal com as carrinhas de foliões a cruzarem-se e a atirarem, uns aos outros, fuba embrulhada em pedaços de jornais que rebentavam e enchiam-nos de farinha... E lá vinha o Camões (fotógrafo) com uma mangueira.. e o resultado, já se sabe... Vinham das sanzalas grupos de batuques com bandeiras à frente a abrir o cortejo, com danças e mascarados de um colorido forte...
Tudo era espontâneo, tudo era alegria!..
Beijinhos para a Clara, com aqueles olhos que nos alegra, e para a Ana Luíza muito pensativa.
Que nostalgia mais gostosa!
ResponderExcluirQuerida Flora!
ResponderExcluirQue fotografias maravilhosas,minha amiga! Adorei ver as "crianças" (Rs...) fantasiadas e seus rostinhos tão meigos... Uma graça! Estas imagens,sem dúvida, são verdadeiros tesouros!Engraçado que a minha família (parte materna) que também é de origem portuguesa, sempre gostou de Carnaval... "Culpa" da minha avó materna,sempre tão animada e cheia de vida! Sabe que essa minha avó, lá pela década de 40, chegou até a ser uma das "princesas de carnaval" pela revista "O Malho"? (Rs...) Bem que a minha avó materna era uma portuguesinha meio às avessas... Adorava dançar e fugia escondida até pela janela de casa para ir aos "bailes"... (Rs...) Claro que a "bisa" não aprovava nadinha e depois quando ela descobria, dava aquela confusão! (Rs...)
Não sei,minha amiga, se o "Carnaval de antigamente era melhor", mas com certeza era um tempo bem diferente, e acredito, com mais delicadeza,respeito e inocência... Bem diferente desse que estamos assistindo, onde em muitos lugares, tudo parece se resumir a pura algazarra e bebedeira... Uma pena!
Adorei esse teu post, com um "Carnaval Vintage", verdadeiro e repleto de belas recordações!
Beijo grande no teu coração!
Teresa
Minha amiga adorei ver as fotografias antigas, o seu post ficou o máximo.
ResponderExcluirBeijinhos
Maria
Pois é, Vera, só quem viveu naqueles tempos sabe disso... Hoje quando eu falo sobre isso com os mais jovens eles não entendem, pois só conhecem a fama de "droga" que ficou para lança-perfume.
ResponderExcluirQue pena sim !
Beijo
Oi, Primaveril:
ResponderExcluir"Aproveitar do jeito que dá" é a sabedoria que temos que ter. Cada coisa tem seu tempo.
Mas quem viveu em outra época gosta de ficar comparando com tempos atuais. É a vida...
Beijo
Meu pai e sua irmãzinha (um lindo anjinho que partiu pouco tempo depois...)
ResponderExcluirSempre sinto tristeza com fotos antigas; mas reconheço que estas são belas.
Agradeço a homenagem.
UM GRANDE ABRAÇO, Rosângela
Sempre comento com o Gil a ligação que tenho com a família dele, conhecendo seus parentes, suas histórias e, agora, ficando com todas as fotos que eram da D. Isabel.
ResponderExcluirGosto muito de saber e rememorar a história das pessoas, aproveitando suas experiências e exemplos.
Beijo
Oi, Orvalho:
ResponderExcluirCarnaval tem um quê de fantasia - além das fantasias reais, de cetim e cia ! - que é magia e encantamento. Eu estou somente falando do lado abstrato...
Beijo
Oi, Jorge Vicente:
ResponderExcluirGosto muito da frase"assim é, se lhe parece", e é exatamente isso: cada um vê o Carnaval da sua maneira !
Participa de uma forma, valoriza tal ou qual detalhe, relembra o que mais lhe emociona.
O "meu" Carnaval é esse aí...
Beijo
Oi, Katia:
ResponderExcluirPara quem é artista/artesã, o lúdico, o mágico, o inesperado são ferramentas importantes, não é mesmo?
Beijo
Ô Cláudia, a família do Gil sempre foi mais animada que a minha !!!
ResponderExcluirMas gosto muito da minha família comportada, recatada e cheia de classe...
Beijo
Oi, Micael:
ResponderExcluirNossas origens vieram das suas terras: Portugal, Angola, além da herança dos índios - verdadeiros donos das terras, por sinal !
Por essa razão, tantos ritos semelhantes, tantos lugares parecidos, que fazem seu encanto e surpresa.
Somos irmãos, meu amigo !!!
Beijo
Mas não é mesmo, Anabela ?
ResponderExcluirEu adoro isso...
Beijo
Oi, Teresa:
ResponderExcluirA história da sua avó fez-me lembrar o que minha mãe contava: lá em Portugal, onde ela morava numa aldeia com a mãe e os avós, ela também fugia - menina ainda - para ir dançar o Vira com as outras crianças na rua ! Seu avô era um homem muito bom, rígido e educado, além de ter uma reputação muito boa. Imagina se ia querer que a neta preferida fosse vista dançando na rua ?
Carnavais passados são sempre nostálgicos, e nossa visão fica mais generosa para coisas que já aconteceram...
Beijo
Muito obrigada, Maria, pelas palavras gentis.
ResponderExcluirBeijo