São Francisco de Assis nascido Giovanni Battista di Pietro Bernardone, (Assis, Verão, ou Outono - junho/dezembro de 1181 ou 1182 — 3 de Outubro de 1226) foi um frade católico, fundador da "Ordem dos Frades Menores", mais conhecidos como Franciscanos. Foi canonizado em 1228 pela Igreja Católica.
Por seu apreço à natureza, é mundialmente conhecido como o santo patrono dos animais e do meio-ambiente : as igrejas católicas costumam realizar cerimônias em honra aos animais próximas à data que o celebram, dia 4 de outubro.

No Sítio Lagoa Seca, em São Lourenço, existe uma "gruta" onde São Francisco está alojado, junto das plantas e dos animais do local.

Aproveito para lembrar nessa postagem alguns gatos que já fizeram parte da nossa vida. Em algum momento desapareceram - e os gatos tem um hábito muito interessante: quando estão perto da morte, afastam-se, desaparecem, para morrer sossegados. Em vão procuramos por eles no sítio. Deixam só a saudade e as minhas lágrimas.
A última a "desaparecer" foi a JADE, gata discreta, comportada e um pouco esquiva. Não dava trabalho, não brigava com ninguém. Um belo dia, não quis comer, ficou deitada e no dia seguinte foi embora.

Esse é o FRITZ, gato ainda jovem e muito charmoso que, de repente, sumiu. Também ficou um dia "caidinho", e no outro foi embora.

O PELUDO, também conhecido por Soneca, pois quando filhote dormia o tempo todo, era o meu preferido. Muito carinhoso, vivia atrás de mim pelo jardim, enroscando-se em minhas pernas e atrapalhando meu andar. Quando ficou adulto começou a dar umas escapadelas pelas noites, e sumia durante meses, voltando tempos depois para nossa alegria. Um dia não voltou mais...

O THOR era um gato tranquilo, da paz, e muito caseiro, mas um dia foi embora sem despedir-se de nós.

A MOCINHA, miudinha, muito peluda e cara-fechada, não queria conversa com ninguém. Nem parecia que era irmã do simpático Peludo. Ficava no canto dela, não gostava que a pegassem no colo, e um dia partiu. Talvez não gostasse do ambiente...

O NHAÚ, apareceu aqui em casa, invadindo o território alheio. Brigava com os moradores oficiais, comia sua comida e miava "nhaú, nhaú" o tempo todo. Depois de tentar afastá-lo por vários dias, acabamos por aceitar sua presença. Ele integrou-se ao grupo, mas não ficou muito tempo por aqui. Assim como veio, foi.
Muitos outros gatos já conviveram conosco mas, infelizmente, não tenho fotos de todos. Alguns ficaram doentes, sofreram e me deixaram sofrendo muito, até que morreram em paz. Mas muitas alegrias nos deram, principalmente os filhotes tão fofos e queridos. Personalidades distintas, hábitos singulares, o convívio com os animais proporciona-nos um enorme aprendizado de vida.
Relembro aqui seus nomes:
TOM I - (meu filho chama todos os gatos parecidos com o Tom dos desenhos do Tom e Jerry, de Tom) o gato gente, que "falava" comigo, olhava nos meus olhos e me fazia carinho no rosto com sua patinha. Foi nosso primeiro gato e sofri muito com sua morte prematura. Só ficou conosco 3 meses (foi achado na rua pelo meu filho, bem filhotinho), mas sua presença é até hoje lembrada com saudade.
GASPARZINHO - o lindo. Gato branquinho, de olhos azuis, mistura de raças boas, era muito peludo e foi o presente de um amigo do meu filho para consolar-nos da perda do Tom I. Impunha sua presença, queria dengo. Quando ficou adulto começou a andar pelas noites, sumia e voltava "acabado", sujo. Depois de um tempo nesse vai-e-vem, não voltou mais.
TOM II - o "gato-cachorro", pois nos seguia por todos os lados tal como os cães fazem com o dono. Muito tranquilo e bonzinho. Também foi encontrado na rua. Assim como o Gasparzinho, foi saindo devagar de nossa casa e de nossas vidas.
KRISHNA VIOLETA - a vira-lata de classe, nossa primeira fêmea, também encontrada na rua, era uma dama. Comia educadamente, não brigava com ninguém e atendia quando a chamávamos pelo nome. Ficou doente, talvez câncer e, um dia saiu para morrer só. Foi muita tristeza...
PRECIOSA - a bela, veio da casa de um vizinho que mudou de S. Lourenço. Muito peluda, nas tradicionais 3 cores das fêmeas, a Preciosa era a coisa mais linda do mundo quando filhote, daí seu nome. Morreu repentinamente após uma gravidez estranha, quando não nasceram filhotes. Outra grande tristeza na nossa vida.
AMARELO - o implicante, foi chegando, invadindo, batendo nos gatos da casa, comendo sua comida. Um chato ! Tentamos que tentamos expulsá-lo, mas o danadinho voltava sempre. Até que finalmente desistimos e o aceitamos, porém impondo nossas leis. Ele, que já não era novinho, foi ficando mais manso com o passar dos anos e, um dia, foi encontrado morto no quintal. Antes porém, deixou seus descendentes, pois certamente os trigêmos eram seus filhos.
TUTI (Tutankamon) era filho da Preciosa e nasceu junto com mais 2 filhotes, os 3 perfeitamente iguais. Gêmos praticamente idênticos, só eu reconhecia a diferença na posição das manchas brancas no pelo amarelo. Iguais na aparência, diferentes no comportamento. O Tuti também ficou com uma ferida horrível e sumiu para morrer. Muito tempo depois, encontramos no mato, uma cauda amarela.
GUGA (Gustavo) era o gêmeo mais simpático. Meu filho costumava dizer que ele era o Gato Fênix, por superar doenças e feridas e continuar vivo. Ressurgia das portas da morte. Recebeu o apelido de Bochecha por ter tido um problema que criou-lhe uma enorme bochecha. Mas um dia ficou doente e partiu para morrer longe de nós. Essa Fênix não viveu para sempre...
DIPE (Felipe) era o gêmeo mais esquivo, tão esquivo que um dia foi embora sem deixar bilhete de despedida.
JUNA (Arjuna) - era filho da Khrisna, e assim como a mãe, um gato elegante e comportado. Sumiu...
TIGRE - o bonitão, parecia mesmo um tigre com seu pelo rajado. Outro que foi indo embora devagar. Voltava sempre, mas na última volta, nos estranhou e fugiu.
TIGRINHA - miudinha, muito esquiva, tinha o temperamento parecido com a Mocinha. Depois de levar uns sustos com o cachorro, desistiu e foi embora.
TOM III - era filho da Cristal, essa ainda conosco, e irmão da Jade. Os dois irmãos eram muito amigos, sempre juntinhos, mesmo depois que ela foi mãe. Era comum ele ficar junto com ela e acarinhando os filhotes. Foi mais um que desapareceu sem aviso prévio.
ÍSIS - filha da Jade, muito carinhosa comigo, morreu após ficar abatida por uns 2 dias. Senti muito sua falta...
BOB - irmãozinho da Ísis, morreu filhote, atacado pelo cachorro. Que tristeza !!! Que desespero ver o cachorro correndo atrás dele e não conseguindo segurá-lo. O cachorro só deu uma abocanhada suave, talvez até brincando, mas foi o bastante para que ele não resistisse e viesse a falecer em uns 3 dias. Foi um momento que não gosto nem de lembrar...
CALMA, QUE NÃO TIVEMOS ESSES GATOS TODOS AO MESMO TEMPO !!!
Foi ao longo dos 17 anos que moramos aqui no sítio. Sem contar os natimortos, os filhotinhos que viveram poucos dias, os que apareceram e foram embora...
Muitas lições de vida nos deram, muito nos fizeram encarar a dor, o sofrimento e a morte.
A todos eles, meus queridos gatinhos, minha eterna gratidão.
"Bichos, bichos, melhor não tê-los, mas se não temos, como sabê-lo".