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quinta-feira, 13 de outubro de 2011

O "RECLAME" NOS TEMPOS IDOS

Nos "Tempos Idos", propaganda era chamada de "Reclame".
Cada tempo tem seu modo, sua moda, seus apelos.
É gostoso observar como era o mundo num tempo mais simples, comportado, romântico, mas também preocupado em vender seus produtos.

No meu Museu Particular tenho várias revistas antigas, herança da família, e delas tirei essas fotos. Observem a beleza deste reclame da Camisaria Progresso, com seu estilo Art Nouveau.

A centenária Coca Cola, em 1952 mostrava sua idade avançada, já para aquela época !
E a graciosa garrafinha de vidro fazia o gosto ficar melhor.

Biscoito era Aymoré, antes de ser Piraquê ! Eu não lembro desse não. Do Aymoré gostava daquele amanteigado, o Indígena. Aliás, fui procurar informações sobre ele e a Aymoré e só encontrei a história mais recente, a partir de 1958 sendo que, encontrei informação de que a marca existe desde 1922.
Já escrevi para eles reclamando dessa falta de história !
Veja meu email e a pronta resposta:

Arcor Aqui
Date: 14 Oct 2011, 02:10:38 PM
Subject: Re: Biscoito Aymoré
Conteúdo em HTML

Prezada Flora,
Recebemos seu e-mail, registramos seu contato e agradecemos sua preferência por nossos produtos.
Informamos que sua manifestação foi registrada encaminhada para as áreas internas responsáveis.
Escreva-nos sempre que desejar!
Atenciosamente,
[//] Central de Relacionamento ao Consumidor Arcor do Brasil
e-mail: aquiarcor@arcor.com
0800-0558450


"flora.maria"
13/10/2011 21:48
Para
aquiarcor@arcor.com
cc
Assunto
Biscoito Aymoré

Lastimei bastante não encontrar no site a história do Biscoito Aymoré desde
seu início que, segundo encontrei na net foi em 1922.
Também estranhei não existir uma relação de todos os biscoitos fabricados ao
longo dos anos.

Acredito que o site da empresa deveria ser completo, contendo todas essas
informações, que são necessárias para preservarmos nossa História.

Agradeço qualquer informação.
Flora Maria


Quem não tomou o Biotônico Fontoura quando era criança ? Mas o reclame dizia que ele era bom para todas as idades !

Delicioso esse reclame dos anos 30, onde ainda se escrevia ciência com um S na frente e eficazes com 2 efes !!!

"O Cuco, passarinho talismã do seu lar canta as horas felizes... Aproveite", dizia o reclame naqueles tempos idos.

Ter um Sofá-Cama Drago era sinal de status nos anos 50 !

E eu detestava esse sabonete enorme, que não conseguia segurar com minhas mãos pequenas de criança !

Reclame dos anos 50. Olhem a saia e o cabelo rabo-de-cavalo, moda da época.

Que maravilha um tempo em que Elegância e Bom Gôsto conquistavam as senhoritas...

Outro reclame bem antigo, cheio de letras dobradas !
Esse não é do meu tempo...

Deve ter sido um sucesso essa cafeteira !

Em 1951 as Alpargatas Roda eram sucesso. Em 1966, quando eu casei, fiz questão de comprar um par para usar em casa, pois gostava do seu jeito rústico e confortável, apesar de não ser "a última moda".

"A propaganda é a alma do negócio", diziam os antigos.
E continuamos repetindo essa máxima nos dias atuais.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

NO TÚNEL DO TEMPO...

Aproveitando o último dia do mês de Setembro, relembro aquele longínquo ano de 1966, cuja folhinha tenho guardada no meu Museu Particular. Casei naquele Setembro e, herdeira do hábito de guardar coisas, mostro para vocês algumas "velharias" daqueles tempos idos.

A famosa "folhinha" do Sagrado Coração de Jesus foi presente da avó do meu marido.
As pessoas da minha família tinham o costume de guardar folhinhas, dias de calendários ou revistas compradas em datas especiais. Assim sendo, está comigo a revista Seleções que meu pai comprou quando viajou em lua-de-mel com minha mãe para São Lourenço, em 1944.
Veja aqui a foto dos meus pais.

Para dar continuidade à tradição eu comprei, na Estação de Ferro Central do Brasil, a revista do Ferdinando - que eu sempre gostei bastante - quando embarcamos para nossa lua-de-mel em São Lourenço.

Do bolo do casamento, além das fotos, guardei o buquê de florzinhas que o enfeitava.
Também tenho a grinalda, porém ainda não fotografei. O buquê e o véu serviram para enfeitar o bercinho do meu filho, nos anos 70.
Veja meu buquê aqui.

Também conservei os recortes do Jornal do Brasil, com sugestões para o enxoval das moças modernas daqueles tempos. E tenho a revista Cláudia Noiva, onde procurei o modelo do vestido do casamento.

Os brincos que eu usava naquela época eram assim ! Ou melhor, são assim, pois ainda existem !
Eu é que não os uso mais.
Ora, dirão as pessoas práticas: "se não os usa mais, por que guardá-los ?"
E eu respondo: "só tenho 2 opções para eles - ou jogo no lixo, aumentando ainda mais os saturados aterros sanitários, ou guardo no meu Museu Particular, servindo para mostrar como eram as modas nos tempos do João Charuto !!!

Quem nunca andou numa Monareta ? Aqui está o compadre Nestor no seu veículo de trabalho.

Foi o compadre que veio nos receber quando chegamos na Estação de São Lourenço, já à noitinha após a longa, porém deliciosa viagem de trem.
Mas, naquele ano, ele já tinha o seu famoso Gordini para nos transportar confortavelmente !

Nesses tempos de saudade, relembro o carinho com que fomos tratados pelos queridos amigos. Foi nessa ocasião que ficamos compadres, pois crismamos 2 de seus filhos.
Minha boa comadre Anita faleceu em agosto de 2010, deixando solitário o compadre Nestor, seu companheiro de mais de 60 anos de convívio.
Anita e Nestor foram fotógrafos no Parque das Águas durante muitos e muitos anos, e assim, registrando os momentos felizes das pessoas, sustentaram e criaram seus 10 filhos !
Veja aqui, a história dos Fotógrafos do Parque.

Setembro está terminando, deixando doces, suaves e antigas lembranças...

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

COMERCIANTES

Inspirada pelo blog Aqueles Tempos... que mostra as profissões, em fotos incríveis, fiquei lembrando de meus antepassados que sempre trabalharam no comércio e dos quais também tenho fotos interessantes.



Nessa muito antiga foto (1916) está meu avô materno Adelino, o rapaz risonho de camisa branca, na porta da loja de móveis. Acredito que essa loja fosse na Piedade ou no Encantado - RJ , pois foi por ali que minha família se estabeleceu quando veio de Portugal. Meu avô veio em 1912 para "tentar a sorte" no Brasil. Aqui conheceu meu outro avô, o José , que por aqui já estava. As famílias se aproximaram, criaram amizade, e muitos anos depois (1944) o filho do José casou com a filha do Adelino.
Aqui está meu pai Antonio, na loja da família - Colchoaria Goiaz, na Rua Goiaz em frente à Estação da Piedade. Nela trabalhavam meu avô José, e os tres filhos. Além de venderem móveis novos, também vendiam usados, que eram devidamente maquiados, lavados e envernizados, ficando como novos. E também fabricavam e reformavam colchões de crina vegetal. Meu pai começou a trabalhar com 9 (nove !) anos, logo que a família chegou ao Brasil e o trabalho foi muito duro. Nessa loja ele ficou até 1948, quando mudamos para Bonsucesso.
Aqui está ele, sorridente, atendendo ao freguês, enquanto seu funcionário observa a conversa.
A loja - Casa das Bolsas - ficava bem na Praça das Nações, e vendia artigos variados como, bolsas, pastas, cintos, malas, e as tendências do momento. As bolas e bóias infláveis eram sucesso nos anos da década de 1950. Também eram muito bem aceitos os artigos de madeira vindos de Serra Negra. Bonecos feitos em arame revestido de chenile e o artesanato feito com conchas atraíam os moradores do bairro. Era na loja do seu Antonio que sempre se encontravam novidades.
Um fotógrafo itinerante deve ter tirado essa foto quando a família estava distraída no balcão. Minha mãe parece que está dizendo algo, minha tia até fechou os olhos, e eu e minha irmã quedamos pensativas...
O ano deve ser 1957 ou 1958.

De comerciantes minha família foi feita e eu também acabei virando uma comerciante-artesã.