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sábado, 17 de abril de 2010

NA NATUREZA NADA SE CRIA, NADA SE PERDE, TUDO SE TRANFORMA

Econômica por natureza e pelo prazer de criar coisas novas, vou sempre aproveitando o que já possuo e, muitas vezes, transformando ou reutilizando, como bem sugerem os 3 ERRES - reduzir, reutilizar, reciclar.

A última missão foi arranjar mais um abajur para a sala.
Aqui está ele, tão pequenino mas com seu tamanho aumentado pela base de taboa. Essa base é uma cesta que ganhei com uma planta dentro. Aqui ela está com a boca para baixo servindo de apoio para o abajur.
A toalha é a minha queridíssima, confeccionada com retalhos de tecidos de tapeçaria pela minha avó Olívia. Desde criança que eu gosto dessa toalha e ela acabou ficando comigo.
O arranjo é de flores e capins secos colhidos aqui no meu quintal. (o feng shui que me desculpe, mas adoro plantas secas...)
A casinha mineira é obra de papel machê da minha amiga Branca, artesã de mão cheia.
E o minúsculo sininho dourado ganhei da minha amiga Eli, outra artesã de primeira linha.

Como cheguei ao resultado final: catei um pé de abajur feito em bambu, cuja cúpula já não existia mais, porém a instalação elétrica estava perfeita. Encontrei uma cúpula pequenina que alguém deixou cá em casa, mas que eu não gostava por ser de plástico.
Forrei um um pedaço de renda que sobrou de uma cortina que eu usava ainda no Rio, e lá se vão uns 25 anos!!!
O arremate foi feito com a borda de um saco de juta que ganhei do Supermercado local.

Outro abajur jurássico: era da minha mãe e a cúpula, após "séculos" de uso, foi quebrando. Forrei com um pedaço de juta bem aberta, também recebida de presente do mercado, enfeitei com 3 vagens de planta nativa e arrematei com um cordão marrom do tempo da minha avó !
Esse abajur está na minha mesinha de cabeceira - que era da minha mãe e ela a ganhou quando completou 18 anos...
O livro Feitiço da Lua, da Márcia Frazão, é um dos que estou sempre relendo, apesar de ser emprestado.

Esse é de estimação mesmo... O pé é o que sobrou do par que ganhei no casamento e usei por décadas. Originalmente era com uma pátina branca, chamada na época de decapê. Depois meu pai raspou e envernizou, estando até hoje assim. Mas a base redonda quebrou. Meu marido pegou um pedaço de bambu arredondado, e lá fixou o pé.
A cúpula não é a original do casamento (1966), e a mais nova também começou a quebrar. Forrei então com a casca da bananeira, já seca, e que é maravilhosamente linda. Arrematei com a já famosa juta.

Como já perceberam, aqui em casa é tudo muito bem reutilizado e aproveitado, pois procuramos reduzir o lixo e viver em harmonia com a Natureza.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

PRODUTO NOVO !!!

Flora da Serra, procura sempre trabalhar com a Natureza, seja usando flores e folhas, seja representando-a em outras técnicas.
Eu já tenho as flores feitas com chita, presas no galho de eucalipto, árvore enorme do meu quintal.

Agora, resolvi fazer uma estilização da Flor do Ipê amarelo, Árvore-Símbolo do Brasil, e que no mês de agosto colore nossos campos com a cor do sol.
Da mesma forma que a Flor de Chita, as pequenas flores de tecido são presas aos galhos do eucalipto.

Gostei do resultado !

terça-feira, 2 de março de 2010

PRODUTO NOVO !!!

O tradicional Cartão-Semente, sucesso de crítica e de público está de cara nova ! Agora ele é feito de colagem de chita e samambaias, sobre cartolina colorida. Ano Novo, cartão novo !

Gosto muito de fazer essa arte, que é trabalhosinha e necessita bastante paciência. Criar o desenho, buscando a chita apropriada, cortar, colar.

O cartão, duplo, também corto um por um, pacientemente. Junto com o cartão, segue a mensagem e o pacotinho com sementes.

O pacotinho também faço, cortando plástico e fechando. O resultado compensa o esforço. Fica muito colorido, do jeito que eu gosto.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

ATELIÊ DE ARTESÃ

O sonho de toda artesã é ter um lugar especialmente para fazer seu trabalho. Um lugar que não precise ser arrumado o tempo todo.
O meu espaço é assim: papel por todo lado, mil anotações, livros, tecidos, caixas e mais caixas. Uma fábrica de idéias.

Bem que eu gostaria de ter um ateliê arrumadinho, mas, ou eu produzo ou arrumo.

Galhos, musgos e flores secas, também servem para decorar, enquanto não são usados para o artesanato.

Na estante, aparentemente bagunçada, as caixas cuidadosamente etiquetadas guardam a matéria-prima preciosa.
Além de papéis, livros sobre o tema, cadernos e jornais.

Na sala, uma velha escrivaninha sem porta, serve como expositor das peças produzidas.
E um lindo amarrado de Macelas (as flores amarelas na cadeira), colhidas no quintal, enfeita e perfuma o ambiente.

No momento estou em fase de arrumação do ateliê e, quem sabe um dia, mostro ele bem arrumadinho ?

domingo, 11 de outubro de 2009

GUIRLANDA SILVESTRE

Com a proximidade do Natal resolvi fazer essa Guirlanda Silvestre, apesar de acreditar que as guirlandas devem ser usadas durante o ano inteiro.
Por incrível que pareça, as pessoas só compram e usam guirlandas no período natalino. Guirlandas dão boas-vindas. Por que não usá-las sempre na nossa porta de entrada ?

Gosto de trabalhar com materiais rústicos, naturais, por isso a minha guirlanda é formada com a poda da minha videira, aproveitando os galhos cortados todos os anos.
O laço é feito de juta, dos sacos reaproveitados que ganhei de um supermercado da cidade.

Os ninhos são verdadeiros, encontrados no meu jardim já vazios e abandonados. Os pássaros, esses sim, foram comprados e são muito bonitinhos, pois possuem penas verdadeiras.
(Espero que não arrancadas dos pássaros, e sim recolhidas do chão, conforme eu faço...)

Os fuxicos são de minha autoria, mesclando cetim e chita bem colorida, conforme eu gosto.
Envolvendo a guirlanda e decorando o laço usei fita de cetim.

Completando a decoração, um amarradinho de plantas silvestres colhidas no meu quintal, tais como macela, flor do capim braquiária, flor do assa-peixe, capins diversos e outros que não sei o nome.
Parece tão simples, porém o processo de criação de um trabalho artesanal é demorado. Misturando idéias, juntando matéria prima, buscando combinações harmônicas, testando cores.

E, muitas vezes, nem gostamos do resultado final...
Apesar de já ter sido posta na loja, e uma já ter sido vendida (a marrom), ainda estou em fase de análise desse produto.
Talvez mude alguma coisa...

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

PRÁ NÃO ESQUECER QUE SOU ARTESÃ ll

Gosto muito de fazer esses bloquinhos para anotações, produto simples porém muito útil. Fui variando a forma de decorá-los, mas a base é sempre o tradicional bloquinho de espiral.

Linha Floral. Oshibana sobre papel reciclado bem colorido. Já perdi a conta de quantos fiz.


Linha Juta-Silvestre. Vaso feito de casca de bananeira e "flor" de musgo ou similar sobre fundo de juta.


Linha Bordados. Minhas queridinhas Hortênsias bordadas sobre a juta, que é colada em cima de papel reciclado.


Linha São Lourenço. Fonte Vichy, cartão postal da cidade, em colagem de papel reciclado.


Linha Chita-Mineira. Chita colorida encapa o bloquinho e o fuxico complementa a decoração.


Linha Feltromania. Bastante trabalhosos os bloquinhos com aplicação de feltro.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

UM CADERNO PARA BETINA

Betina chegou nesse mundo no dia 8 de junho, e é neta primeira da minha amiga Eli. Meu presente só podia ser um Caderno de Anotações para que a mamãe da Betina escreva palavras e sentimentos que só uma mãe pode ter. Palavras que muitas vezes não são ditas, mas que podem ficar registradas num caderno de anotações e serem lidas pela Betina em algum dia no futuro.
Betina é moderna. Nada de frufrus e rosa-barbie. Fiz então um caderno em vermelho, com a sempre simpática joaninha ladeada de flores. Como embalagem, um saco de tecido vermelho com bolinhas brancas, e fita vermelha para amarrar.

E aqui está a Betina !
Séria, mas observando o mundo. Chic, no tecido com estrelinhas pretas, e brinquinho brilhante, Betina começou sua jornada.
Que seu caminho seja leve e florido, salpicado de alegres joaninhas e belas borboletas.
Seja bem vinda, Betina !

sexta-feira, 8 de maio de 2009

VARIAÇÕES SOBRE O MESMO TEMA

Eternamente Flora, já que assim foi determinado, só posso viver retratando as obras da deusa das flores e dos jardins. Depois dos cartões e cia., trabalho que iniciei logo que vim morar em São Lourenço, lá pelo ano de 1991, resolvi também fazer quadros florais. Atualmente eles são assim: pequenos (20x15, mais ou menos), e muito coloridos, aproveitando a cor natural das flores.

Em 1992, quando comecei esse trabalho, eles eram bem maiores. Usava flores grandes como o hibisco desse exemplar. Foram vendidos para lojas do Rio de Janeiro, inclusive para uma que existe dentro do Jardim Botânico (nada mais lógico !). Também Em São Lourenço, Penedo, Caxambu.
Depois de algum tempo resolvi parar, ficando somente com a confecção de cartões.
Incentivada pelo meu amigo Cláudio, que possuía a bela (e extinta) loja Trilha Guaianá, recomecei a fazer meus quadros, desta vez pequenos.

Dos grandes e antigos, muitos foram vendidos, outros foram oferecidos como presente, e alguns guardei e uso na minha parede da sala.

Como dá para perceber, a sempre-presente-flora, faz parte integral da minha vida.