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quinta-feira, 22 de setembro de 2011

O CLAMOR DA PRIMAVERA

Para quem não sabe, a Primavera já começou faz tempo, lá pelo final de julho, início de agosto, quando a Natureza começa a despertar do seu sono invernal !

A beleza da Quaresmeira, Árvore-Símbolo de São Lourenço, numa rua do Solar dos Lagos.
Não canso de colocar essa foto aqui...


Segundo a tradição Celta, em 1º de agosto era comemorado Imbolc, também conhecido como Oimelc, ou Candlemas ("Candelária").
Candlemas é o Festival do Fogo que celebra a chegada da Primavera anunciando o despertar da terra e o crescente poder do sol. Veja aqui:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Roda_do_Ano

Celebramos agora Ostara, quando as noites e dias são iguais.
Em Ostara o Sol aumenta em poder e a terra começa a florescer. Mas por aqui, essa floração já começou em final de julho !!!

A sempre bela Dombéia no meu jardim.

E qual é a melhor maneira de festejar essa explosão de beleza que a terra nos proporciona ? Admirando as árvores e suas flores !

Fiquei muito contente quando descobri esse Ipê Branco junto ao lago do Parque das Águas !

Pelas ruas da cidade, a Escumilha Africana é um show de flores !
Veja aqui:
http://pousodolourenco.blogspot.com/2009/11/ruas-floridas.html

Muito lindo é o Jacarandá-Mimoso que fica no bem cuidado jardim do Palacete Cardoso, a Casa das Irmãs. Aproveite para conhecer o Palacete e sua história aqui:
http://pousodolourenco.blogspot.com/2008/08/patrimnio-palacete-cardoso.html

Agora é tempo de Sibipiruna e as grandes árvores estão floridas pela cidade.
Existem pessoas que não gostam dela, reclamando de seu tamanho e das folhinhas minúsculas que "sujam" as calçadas. Como se folhas sujassem alguma coisa...
Mas da ótima sombra que elas dão, ninguém reclama !


A delicada Extremosa dá o ar de sua graça no Verão. Essa da foto fica no Bairro Estação, bem em frente à Sorveteria R Bom.

Outro esplendor do Verão é a Espatódea, que muitos condenam por ser exótica e não nativa.
Mas ela é tão linda...
Esses 2 enormes exemplares ficam em frente à Câmara Municipal.

Árvore-Símbolo do Brasil, o Ipê-Amarelo é o próprio sol iluminando o Inverno em agosto !

Ipê-Rosa e suas delicadas flores contra o azul do céu de Inverno. Esse está no Parque das Águas.

Quando plantei esse Guapuruvu, não sabia que era ele que estava plantando ! Sempre ganhei muitas plantas e enganei-me nesse caso.
Muitos anos se passaram e aquela pequena planta crescia lentamente, comprida, com um só tronco fino que deixava cair umas varas muito bonitas em certa época do ano.
De repente, observo que vários troncos haviam nascido e, para minha surpresa, apareceram flores amarelas também !
Que árvore seria aquela ? Também encontrei umas "fichas" pelo chão e aí, após alguma pesquisa, descobri que eu tinha um (aliás são 2) Guapuruvus, árvore enorme e frondosa !!!

A Paineira é uma árvore-monumento, belíssima nas 4 estações do ano !
A da foto já foi retratada aqui inúmeras vezes e fica no bairro Estação.

A Roda do Ano segue, e nós com ela.
As Estações vão passando, a Terra vai mostrando suas belezas e o que nós precisamos fazer é apenas cuidar para que essas maravilhas estejam sempre aqui para alegrar nossa vida.

FELIZ PRIMAVERA, AMIGOS !!!

sexta-feira, 20 de maio de 2011

O FRIO CHEGOU !!!

Com um pouquinho de atraso o frio chegou aqui em casa ! Sim, pois em outros anos, no início de Maio já está bem frio. O Inverno começa agora!

Céu rosado no Poente, um pouco de vento, água gelada na torneira, falta de coragem para levantar da cama...

Em algumas manhãs vejo a neblina encobrindo tudo, criando aquele ar de mistério tão fascinante.

A rua lá em baixo dá para ver, mas a cidade e as montanhas ao longe, desapareceram nas brumas de Maio.
Ainda não está um frio forte. E espero que continue assim...
As temperaturas andam em torno de 11º à noite. De madrugada devem estar bem mais baixas, mas não sou eu que vou lá fora para olhar o termômetro !

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

DEPOIS DA CHUVA ...

Um arco-íris (também chamado arco-celeste, arco-da-aliança, arco-da-chuva ou arco-da-velha) é um fenômeno ótico e meteorológico que separa a luz do sol em seu espectro (aproximadamente) contínuo quando o sol brilha sobre gotas de chuva. (Wikipédia)

O dia hoje amanheceu sereno, com o sol brilhando tranquilo entre nuvens.
Nada pressagiava a mudança de tempo.
Subitamente, olho pela janela localizada à minha frente, na sala de reuniões onde conversávamos sobre artesanato e o calendário para 2010, e vejo que está chovendo !
E choveu, e choveu, e choveu...


Depois de algum tempo percebo, olhando pela janela que está atrás de mim, que um radioso sol havia surgido no céu.

Chuva de um lado, sol do outro.
Quando a reunião terminou, a chuva também terminara, e um belíssimo arco-íris coloria o céu com todo o seu esplendor !

À caminho de casa fui fotografando-o de dentro do carro, encantada com seu tamanho e cor.
Pesquisei e fiquei sabendo que é muito difícil fotografar um arco-íris por inteiro.
Aqui em São Lourenço o arco-íris é sempre duplo, o que não é regra geral em outros lugares.
Da varanda fotografei o sol brilhante, luminoso, dando mais beleza ao verde da paisagem.


E o céu profundamente azul, bordado de nuvens branquinhas.

Agora, novamente vejo nuvens escuras, pesadas, e talvez chova mais um pouco. Coisas desses dias encantados do nosso Verão sãolourenciano.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

A PRIMAVERA CHEGOU !!!

Ela chegou !

A tão querida e esperada Estação das Flores, oficialmente , iniciou seu percurso pela Terra neste dia 22 de setembro, logo após o Dia da Árvore.

Pretextos para mostrar flores e natureza não me faltam, mas hoje tenho, mais do que nunca, o aval da Deusa

E para enriquecer a postagem apresento junto o lindo texto da Cecília Meireles.

PRIMAVERA

A primavera chegará, mesmo que ninguém mais saiba seu nome, nem acredite no calendário, nem possua jardim para recebê-la. A inclinação do sol vai marcando outras sombras; e os habitantes da mata, essas criaturas naturais que ainda circulam pelo ar e pelo chão, começam a preparar sua vida para a primavera que chega.

Finos clarins que não ouvimos devem soar por dentro da terra, nesse mundo confidencial das raízes, — e arautos sutis acordarão as cores e os perfumes e a alegria de nascer, no espírito das flores.


Há bosques de rododendros que eram verdes e já estão todos cor-de-rosa, como os palácios de Jeipur. Vozes novas de passarinhos começam a ensaiar as árias tradicionais de sua nação. Pequenas borboletas brancas e amarelas apressam-se pelos ares, — e certamente conversam: mas tão baixinho que não se entende.

Oh! Primaveras distantes, depois do branco e deserto inverno, quando as amendoeiras inauguram suas flores, alegremente, e todos os olhos procuram pelo céu o primeiro raio de sol.

Esta é uma primavera diferente, com as matas intactas, as árvores cobertas de folhas, — e só os poetas, entre os humanos, sabem que uma Deusa chega, coroada de flores, com vestidos bordados de flores, com os braços carregados de flores, e vem dançar neste mundo cálido, de incessante luz.


Mas é certo que a primavera chega. É certo que a vida não se esquece, e a terra maternalmente se enfeita para as festas da sua perpetuação.

Algum dia, talvez, nada mais vai ser assim. Algum dia, talvez, os homens terão a primavera que desejarem, no momento que quiserem, independentes deste ritmo, desta ordem, deste movimento do céu. E os pássaros serão outros, com outros cantos e outros hábitos, — e os ouvidos que por acaso os ouvirem não terão nada mais com tudo aquilo que, outrora se entendeu e amou.

Enquanto há primavera, esta primavera natural, prestemos atenção ao sussurro dos passarinhos novos, que dão beijinhos para o ar azul. Escutemos estas vozes que andam nas árvores, caminhemos por estas estradas que ainda conservam seus sentimentos antigos: lentamente estão sendo tecidos os manacás roxos e brancos; e a eufórbia se vai tornando pulquérrima, em cada coroa vermelha que desdobra. Os casulos brancos das gardênias ainda estão sendo enrolados em redor do perfume. E flores agrestes acordam com suas roupas de chita multicor.

Tudo isto para brilhar um instante, apenas, para ser lançado ao vento, — por fidelidade à obscura semente, ao que vem, na rotação da eternidade. Saudemos a primavera, dona da vida — e efêmera.