segunda-feira, 7 de outubro de 2013

ESPERANÇAS TRANSMITIDAS NAS LONGAS NOITES DE INVERNO...


Outubro chegou, o ano está terminando. Na Teia Ambiental, a rotina do nosso mundo louco proporciona "pano prá manga", pois assunto é o que não falta nos meios de comunicação ! Guerras prá cá, destruições prá lá, confusões no meio e o Homem, pobre Homem, perdido nessa loucura toda.
Decidi mostrar, mais uma vez, essa beleza de documento que é a CARTA DO CACIQUE SEATTLE.

Há mais de um século e meio, em 1855, o cacique Seattle, dos Suquamish, do Estado de Washington, costa Oeste dos Estados Unidos, enviou esta carta ao presidente Franklin Pierce, em resposta a uma oferta para compra do território indígena. As reflexões do líder Suquamish ainda têm uma surpreendente atualidade.

Sempre me emociono ao lê-la, imaginando o mundo do homem vermelho, tão lindo e puro,  sendo transformado, perdendo a cor e a poesia...
Vamos à ela ! Quem sabe você não fica emocionado também ?


"O grande chefe de Washington mandou dizer que quer comprar nossa terra. O grande chefe assegurou-nos também da sua amizade e benevolência. É uma atitude gentil da parte dele, pois sabemos que não necessita da nossa amizade. Vamos pensar na oferta. Sabemos que se não o fizermos, o homem branco virá com armas e se apossará dela. O grande chefe de Washington pode acreditar no que o chefe Seattle diz com a mesma certeza com que nossos irmãos brancos podem confiar na mudança das estações do ano. Minha palavra é como as estrelas: não perdem o brilho.


Mas como é possível comprar ou vender o céu, o calor da terra? É uma idéia estranha. Não somos donos da pureza do ar e do brilho da água. Como alguém pode então comprá-los de nós? Decidimos apenas sobre coisas do nosso tempo. Toda esta terra é sagrada para o meu povo. Cada folha reluzente, todas as praias de areia, cada floco de neblina nas florestas escuras, cada clareira, todos os insetos a zumbir são sagrados nas tradições e na crença do meu povo".


" Sabemos que o homem branco não compreende o nosso modo de viver. Para ele um torrão de terra é o mesmo que outro. Porque ele é um estranho, que vem de noite e rouba da terra tudo quanto necessita. A terra não é sua irmã, nem sua amiga, e depois de esgotá-la ele vai embora. Deixa para trás o túmulo de seu pai sem nenhum sentimento. Rouba a terra de seus filhos, nada respeita. Esquece os antepassados e os direitos dos filhos. Sua ganância empobrece a terra e deixa atrás de si os desertos. Suas cidades são um tormento para os olhos do homem vermelho, mas talvez seja assim porque o homem vermelho seria um selvagem que nada compreende".



"Não há paz nas cidades do homem branco. Nem lugar onde se possa ouvir o som do desabrochar da folhagem na primavera, o zumbir das asas dos insetos. Talvez por ser um selvagem que nada entende, o barulho das cidades é terrível para os meus ouvidos. E que espécie de vida é aquela em que o homem não pode ouvir a voz do corvo noturno ou a conversa dos sapos no brejo à noite? Um índio prefere o suave sussurro do vento sobre o espelho d'água e o próprio cheiro do vento, purificado pela chuva do meio-dia e com perfume de pinho. O ar é precioso para o homem vermelho, porque todos os seres vivos respiram o mesmo ar, animais, árvores, homens. Não parece que o homem branco se importe com o ar que respira. Como um moribundo, ele é insensível ao ar fétido".



" Se eu me decidir a aceitar a venda, imporei uma condição: o homem branco deve tratar os animais como se fossem seus irmãos. Sou um selvagem e não compreendo que possa ser de outra forma. Vi milhares de bisões apodrecendo nas pradarias abandonados pelo homem branco que os abatia a tiros. Sou um selvagem e não compreendo como um fumegante cavalo de ferro possa ser mais valioso que um bisão, que nós, peles vermelhas matamos apenas para sustentar a nossa própria vida. O que é o homem sem os animais? Se todos os animais acabassem os homens morreriam de solidão espiritual, porque tudo quanto acontece aos animais pode também afetar os homens. Tudo quanto fere a terra, fere também os filhos da terra".



"Nossos filhos viram os pais humilhados na derrota. Nossos guerreiros vergam sob o peso da vergonha. E depois da derrota passam o tempo em ócio e envenenam seu corpo com alimentos doces e bebidas ardentes. Não importa muito onde passaremos nossos últimos dias. Eles não são muitos. Mais algumas horas ou até mesmo alguns invernos e nenhum dos filhos das grandes tribos que viveram nestas terras ou que tem vagueado em pequenos bandos pelos bosques, sobrará para chorar, sobre os túmulos, um povo que um dia foi tão poderoso e cheio de confiança como o nosso povo".



" Sabemos de uma coisa que o homem branco talvez venha um dia a descobrir: nosso Deus é o mesmo Deus. Julga, talvez, que pode ser dono Dele da mesma maneira como deseja possuir nossa terra. Mas não pode. Ele é Deus de todos. E quer bem da mesma maneira do homem vermelho como do branco. A terra é amada por Ele. Causar dano à terra é demonstrar desprezo pelo Criador. O homem branco também vai desaparecer, talvez mais depressa que as outras raças. Continua sujando sua própria cama e há de morrer, uma noite, sufocado nos seus próprios dejetos. Depois de abatido o último bisão e domados todos os cavalos selvagens, quando as matas misteriosas federem à gente, quando as colinas escarpadas se encherem de fios que falam, onde ficarão então os sertões? Terão acabado. E as águias? Terão ido embora. Restará dar adeus à andorinha  e à caça. É o fim da vida e o começo da sobrevivência".



" Talvez compreendêssemos com que sonha o homem branco se soubéssemos que esperanças transmite a seus filhos nas longas noites de inverno, que visões do futuro oferece para que possam tomar forma os desejos do dia de amanhã. Mas nós somos selvagens. Os sonhos do homem branco são desconhecidos para nós. E por serem desconhecidos, temos que escolher nosso próprio caminho. Se concordarmos com a venda é para garantir as reservas que foram prometidas. Lá talvez possamos viver nossos últimos dias".


"Depois que o último homem vermelho tiver partido e a sua lembrança não passar da sombra de uma nuvem sobre as pradarias, a alma do meu povo continuará a viver nestas florestas e praias, porque nós as amamos como um recém-nascido ama o bater do coração de sua mãe. Se vendermos nossa terra, ama-a como nós a amávamos. Protege-a como nós a protegíamos. Nunca se esqueçam de como era a terra quando tomaram posse dela. E com toda a sua força, o seu poder, e todo o seu coração, conserva-a para os seus filhos e ama-a como Deus ama a todos nós. Uma coisa sabemos: o nosso Deus é o mesmo Deus. Esta terra é querida por Ele. E nem mesmo o homem branco pode evitar o nosso grande destino comum”.

É isso, meus amigos...
Essa carta faz-nos pensar a vida, observando que tudo que o Cacique previu de ruim, aconteceu.
Mas ainda existe Esperança. Sempre ! Depende somente de nós, de nossas atitudes.
 E das conversas que temos com nossos filhos nas longas noites de inverno...

sábado, 7 de setembro de 2013

TEMOS POUCO TEMPO...


CONVERSA VAI, CONVERSA VEM, E LÁ ESTAMOS NÓS FALANDO DO TAL DE "AQUECIMENTO GLOBAL" ! CONTROVÉRSIAS, DISCUSSÕES E DÚVIDAS ENVOLVEM ESSE ASSUNTO QUE VIROU MODA HÁ ALGUM TEMPO.  TRANSCREVO A ÚLTIMA NOTÍCIA QUE LI SOBRE O POLÊMICO TEMA
.http://noticias.uol.com.br/meio-ambiente/ultimas-noticias/redacao/2013/09/03/humanidade-tem-pouco-tempo-para-conter-mudancas-climaticas-alerta-onu.htm

"TEMOS CINCO  MINUTOS PARA A MEIA-NOITE", ALERTOU O INDIANO RAJENDRA PACHAURI, cujo Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês) divulgará este mês o primeiro volume de um novo relatório dedicado ao aquecimento global e seus impactos.

"A humanidade empurrou o sistema climático para a beira do abismo e agora conta com uma margem de tempo muito pequena para agir, advertiu nesta segunda-feira (2) o chefe de climatologistas da ONU (Organização das Nações Unidas)."


 "Podemos utilizar as dádivas da natureza como quisermos, mas em nossos registros os débitos são sempre iguais aos créditos", disse Pachauri durante entrevista coletiva por ocasião dos 20 anos da organização ambientalista Green Cross International, citando seu compatriota, o pacifista Mahatma Gandhi.



"A organização deve publicar o primeiro volume de seu muito aguardado 5º Relatório de Avaliação no próximo dia 27 de setembro. O primeiro tomo abordará as evidências científicas das mudanças climáticas. Outros dois serão publicados no ano que vem e se concentrarão nos impactos e nas opções para se enfrentar o problema.

" O rascunho também prevê que os níveis dos mares poderão subir 90 centímetros até o fim do século 21 e descartou alegações recentes de uma redução no ritmo do aquecimento nas quais os céticos das mudanças climáticas vinham se apoiando.
Em informes anteriores, o IPCC alertou que um aquecimento sem controle levará muitas espécies à extinção e fará aumentar a frequência ou a intensidade de secas, ondas de calor e inundações, afetando a segurança alimentar e as fontes de água para muitos milhões de pessoas".
"Não podemos nos isolar dos efeitos de qualquer coisa que aconteça em qualquer parte do nosso planeta. Isto afetará a todos nós de uma forma ou de outra", disse Pachauri.
Controlar as emissões de gases estufa ainda é possível se países, inclusive no mundo em desenvolvimento, repensarem sua abordagem sobre o crescimento econômico, afirmou.
Isto impulsionaria a segurança energética, reduziria a poluição e melhoraria a saúde, bem como criaria novas oportunidades de trabalho, acrescentou."

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

É POSSÍVEL UM FUTURO SUSTENTÁVEL ?


06/08/2013 19:22:28

Fritjof Capra aponta Brasil como possível líder para um futuro sustentável

Fernanda B. Müller, do Instituto CarbonoBrasil
 Mais uma vez o Brasil recebe a visita de Fritjof Capra, dessa vez no 10° Congresso Brasileiro de Direito Socioambiental e Sustentabilidade, em Curitiba. 
E A TEIA AMBIENTAL NÃO PODIA DEIXAR DE MOSTRAR AS IDÉIAS DO CAPRA !

Sou admiradora desse homem desde que li seus livros,  especialmente  o "Sabedoria Incomum", que me mostrou um mundo diferente, onde pessoas que pensam, existem e agem.
Repasso para vocês o que li no Mercado Ético:
Reconhecido internacionalmente por livros como ‘O Tao da Física’ e ‘Teia da Vida’, o físico Fritjof Capra esteve no Brasil na semana passada e surpreendeu a plateia do ‘10° Congresso Brasileiro de Direito Socioambiental e Sustentabilidade’ ao colocar o país como um dos possíveis líderes para o caminho que segue a um crescimento qualitativo – ao invés do quantitativo que temos vivido.
O físico abriu a sua fala buscando esclarecer o que seria o conceito de sustentabilidade, que tem assumido diversas formas desde a sua concepção na década de 1980.

 “Não é o que os economistas gostam de falar – sobre crescimento econômico e vantagens competitivas”, colocou. “Uma comunidade sustentável deve ser desenvolvida de forma que a nossa forma de viver, nossos negócios, nossa economia, tecnologias, e estruturas físicas não interfiram na capacidade da natureza de sustentar a vida. Devemos respeitar e viver de acordo com isto”.
Os primeiros passos para tal seriam entender como a natureza sustenta a vida, isso envolve toda uma nova compreensão ecológica, um pensamento sistêmico, explica Capra.
“Não podemos mais enxergar o universo como uma máquina, composta de blocos elementares. Descobrimos que o mundo material é principalmente uma rede inseparável de relações. O planeta é um sistema vivo e auto-regulado. A evolução não é uma luta competitiva pela existência, mas sim uma dança cooperativa.”
Nesta nova ênfase na complexidade, as redes são o padrão básico da organização dos seres vivos. Os ecossistemas são uma rede de organismos, por exemplo. Para compreender as redes, Capra explica que precisamos pensar em termos de relacionamentos, de padrões.
“Isto é o pensamento sistêmico. É compreender que a natureza tem sustentado a ‘Teia da Vida’ por milhões de anos e que para isto são necessários ecossistemas e não apenas organismos ou espécies.”

 Alfabetização Ecológica
Nas próximas décadas, a sobrevivência da humanidade vai depender da nossa capacidade de entender os princípios básicos da ecologia e de viver de acordo com eles, ressalta o físico. Isso significa que a alfabetização ecológica precisa se tornar um campo crítico para políticos, lideres empresariais e profissionais de todas as áreas, além de ser a parte mais importante da educação em todos os níveis.
“Quando pensamos sobre os maiores problemas, o surpreendente é que estão interconectados. Não temos apenas uma crise econômica, ou ecológica, ou de pobreza, ou financeira, elas estão todas conectadas. Esses problemas não podem ser compreendidos isoladamente. São sistêmicos, interdependentes e precisam de soluções correspondentes”.
Capra elogiou o Programa Água Boa, desenvolvido pela Itaipu Energia, classificando a iniciativa como um “exemplo muito bonito de solução sistêmica”.
Ilusão do crescimento infinito
“Analisando os problemas atuais dessa forma sistêmica, podemos constatar que a questão subjacente é a ilusão que o crescimento infinito pode continuar em um planeta finito. Os economistas, com o seu pensamento linear, parecem não entender”, lamenta o físico.
“Nosso sistema econômico é movido pela ganância e pelo materialismo, pensando que não há limites. Isto resulta nas diferenças imensas entre o preço de mercado e o verdadeiro custo, como é visto com os combustíveis fósseis. Ouvimos sobre o gás de xisto e o novo processo de ‘fracking’ – ouvimos que é muito barato, mas o fato é que devasta o ambiente e é tóxico para as pessoas (..) O pensamento linear leva a concluir que o xisto é muito barato, mas se pensarmos nisso sistemicamente, ele é muito caro e perigoso”, explica Capra.
“No centro da economia global está uma rede de crescimento financeiro, criado sem qualquer enquadramento ético. Hoje, se você é especulador pode investir em qualquer projeto ao redor do mundo e computadores levam uma fração de segundo para movimentar dinheiro. O único critério é lucrar (..) não há critérios éticos envolvidos nesta economia global. Exclusão social e desigualdades são elementos inerentes desta globalização.”
O crescimento indiscriminado é na verdade “uma doença”, nota, completando que o desafio elementar é como mudar do crescimento ilimitado para um sistema ecologicamente sustentável e socialmente justo.

Crescimento qualitativo

Para Capra, o crescimento zero não é a resposta, pois crescer é uma característica central da vida.
“Na natureza o crescimento não é linear e ilimitado. Em um ecossistema, uns crescem mais, outros declinam e assim reciclam seus componentes, que se tornam recursos para um novo crescimento. Há um crescimento multifacetado, qualitativo, que contrasta com o quantitativo pregado atualmente por economistas”.
Assim como outros grandes pensadores, Capra questiona o uso preponderante Produto Interno Bruto (PIB) para medir a saúde dos países.
Custos sociais como acidentes, guerras, mitigação e cuidados com a saúde são adicionados e aumentam o PIB e o fato que o seu crescimento pode ser patológico raramente é citado por economistas, alerta.
“Esse reconhecimento da falácia do crescimento econômico é essencial. É o primeiro passo para superar a atual crise econômica global (..) Grande parte do que se chama de ‘crescimento’ é lixo e destruição.”
O verdadeiro crescimento, explica, melhora a qualidade de vida e aumenta a sua complexidade, sofisticação e maturidade.
“Isto faz parte de uma mudança de paradigma de quantidade para qualidade. O crescimento qualitativo é consistente com a nova concepção científica da vida”, explica. “Não se pode medir a natureza de um sistema complexo, como os ecossistemas, a sociedade ou a economia, em termos puramente quantitativos.”
Para Capra, a qualidade não pode ser agregada em um único número. “Então, como seria possível promover o crescimento qualitativo? Definitivamente não através do PIB”.
“Precisamos distinguir o bom do ruim para que os recursos naturais presos a processos ruins possam ser direcionados para os eficientes e sustentáveis”, comentou. “O crescimento ruim é aquele que gera externalidades ambientais, econômicas e sociais e o bom envolve processos produtivos mais eficientes, que usam energias renováveis, têm emissões zero, reciclam, restauram ecossistemas e a apoiam as comunidades locais.”
 Construindo a qualidade

Entender as conectividades dos nossos problemas globais e reconhecer soluções sistêmicas é a primeira lição para construir a qualidade que precisamos hoje para a liderança global, segundo Capra. Outra lição seria a construção de um ‘senso moral’.
A perspectiva sistêmica mostra que dois problemas urgentes, a desigualdade econômica e as mudanças climáticas, resultam da estrutura econômica e corporativa global que não têm ‘senso moral’, nota.
Um exemplo disso são as conclusões de um estudo de 2012 apontando que os ricos globais somam juntos até US$ 32 trilhões (Leia a reportagem do The Guardian). “Se eles tivessem um senso moral e pagassem seus impostos não haveria mais crise. Haveria dinheiro suficiente”, ressaltou Capra.
Outro exemplo citado pelo físico se volta para as conclusões inequívocas da ciência sobre as mudanças climáticas e a necessidade das empresas que exploram combustíveis fósseis de abandonar os planos de exploração de 80% das reservas contabilizadas em seus ativos (Leia a nossa reportagem sobre a Bolha de Carbono)
“Elas estão dispostas a fazer isso? As empresas precisam se perguntar: o meu modelo de negócios inclui a destruição do planeta? Ou tem uma alternativa moral?”
Liderança e o Brasil
“Hoje temos conhecimento e tecnologia para a transição para um futuro sustentável, não precisamos dos perigos da energia nuclear e nem de gás de xisto. Podemos ir além dos combustíveis fósseis”, defendeu Capra.
“Precisamos de vontade política e liderança (..) O que em tempos estáveis é diferente do que em tempos de crise ambiental e econômica, que é o que temos hoje. A maioria dos problemas são globais, apesar da demanda por lideranças em nível regional e corporativo, precisamos também de lideranças em nível global”.
Capra ressalta que na atual crise global, o Brasil e a Alemanha estão melhor posicionados do que a maioria dos países.
Ele comentou que nos Estados Unidos, Barack Obama foi eleito com grandes esperanças, mas sucumbiu ao sistema corrupto, e no fim, a riqueza dos pobres está sendo sistematicamente repassada para os ricos. Porém, ele acredita que no Brasil a situação está melhor, apesar da população não estar satisfeita.
“Programas como o Bolsa Família e o Fome Zero reduziram a desigualdade econômica ao retirar milhões de pessoas da pobreza, mas mesmo assim muitos problemas de desigualdade e corrupção permanecem e ainda há muito trabalho a ser feito.”
“O Brasil pode ser um líder global”, ressaltou após assistir apresentações sobre o Programa Água Boa e sobre as ações de sustentabilidade previstas para a Copa de 2014. “Estes são ótimos exemplos de liderança global que precisam ser divulgados. O que pode acontecer no ano que vem, já que todo o mundo vai olhar para o Brasil”

(Instituto CarbonoBrasil)

domingo, 7 de julho de 2013

OBSOLESCÊNCIA PROGRAMADA - que "bicho" é esse ???


"ESTAMOS CRIANDO MONTANHAS DE LIXO !!!"

A cada dia que passa mais me surpreendo com os rumos do nosso mundinho global !
 "Teoria da Conspiração" e outras histórias semelhantes, fazem parte da nossa triste realidade.
Agora descobri a OBSOLESCÊNCIA PROGRAMADA, e confirmei o que eu já sabia sobre o teatrinho de fantoches em que nós vivemos  e como muitos são  manipulados sem perceber.

Recolhi um tantão de textos e vídeos, e quem estiver interessando no tema vai se distrair - e surpreender - bastante.

http://blogs.estadao.com.br/link/estamos-criando-montanhas-de-lixo/
Por Tatiana de Mello Dias



A obsolescência programada reduz a durabilidade de produtos para estimular o consumo, mas um documentário, da cineasta Cosima Dannoritzer,  vem mostrar o lado sombrio desta prática raramente admitida pela indústria: http://blogs.estadao.com.br/link/programado-para-morrer-2/
Em seu documentário, The Light Bulb Conspiracy (A conspiração da lâmpada, em inglês), Cosima mostra que a indústria tem práticas escusas para determinar a validade dos seus produtos.
Por Tatiana de Mello Dias


A lâmpada centenária.
Uma lâmpada que nunca se apagou, desde 1901. Qual o segredo que ela esconde ?
 É na cidade de Livermore, Califórnia, que você vai encontrar a lâmpada incandescente que nunca “queimou”. Classificada como a lâmpada mais antiga do mundo a nunca se apagar pelo 
Guinness Book, ela está instalada no Corpo de Bombeiros da cidade, funcionando perfeitamente. Veja aqui: 
Mulheres responsáveis pela montagem das lâmpadas da Shelby Electric Co.
O filamento da lâmpada de 112 anos foi criado por Adolphe Chaillet, em 1895, na cidade de Shelby, Ohio. Dono da Shelby Electric Co., patenteou sua criação em 1902, deixando registrada para o mundo a certidão de nascimento da lâmpada mais antiga do mundo.

A dra. Cinthya Verri faz uma comparação dessa Obsolescência da industria com o "jogar fora" com facilidade dos relacionamentos atuais ! Muito interessante.
http://www.youtube.com/watch?v=yaTw0hDdwG4


Aqui ( http://www.youtube.com/watch?v=Yv9dZ7YRnFk#at=364)  pode ver Benito
 Muros presidente de um movimento chamando Sem Obsolescência Programada (SOP)  dizendo  que, não só lâmpadas, mas muitos outros objetos de nosso dia a dia poderiam durar muito mais.

Foi então que surgiu a idéia de criar, junto com outros engenheiros, uma linha de iluminação que dure toda a vida.
No entanto, Muros diz que a descoberta também gerou ameaças. O espanhol chegou a apresentar um recado à polícia que dizia: "senhor Muros, você não pode colocar seus sistemas de iluminação no mercado. Você e sua família serão aniquilados”, diz. Apesar disso, ele conta que não se sentiu ameaçado e que irá continuar defendendo a SOP.




E a PHILIPS lança lâmpada durável !
http://www.ecodesenvolvimento.org/posts/2012/abril/philips-lanca-lampada-que-dura-ate-20-anos


Nesse vai-e-vem da Humanidade, tropeçamos e levantamos, erramos e aprendemos.
Onde chegaremos ? Não sei...
Mas sei que a Esperança de dias melhores sempre existe e é ela que nos faz caminhar para o futuro.




sexta-feira, 7 de junho de 2013

O SOLE MIO NA TEIA AMBIENTAL

O SOLE MIO  talvez seja  a mais famosa canção napolitana, mas foi criada em abril de 1898 em Odessa, na Ucrânia.
E esse Sol, fonte de vida e  tão exaltado na linda canção, é atualmente considerado um tipo de vilão para o Homem da Terra.


Assim eu vejo o sol e sua ofuscante luz, do alto da minha varanda, agradecendo a cada dia seu calor e energia.
- "Você sabia que o sol foi demonizado, ajudando assim a se vender mais protetor solar ?"
-"Você sabia que a luz artificial é que gera câncer, e não a luz solar ?"
Veja nesse vídeo o dr. Ítalo Rachid explicando tudo o que v. precisa saber sobre o nosso Sol.
http://pistasdocaminho.blogspot.com.br/2011/09/mentira-sobre-o-sol-como-gerador-de.html


Assim o  Sol se despede de mim todos os dias, prometendo voltar no dia seguinte - ou em outro qualquer...

Ouçam aqui o eterno Enrico Caruso em sua primorosa interpretação de  O Sole Mio.
https://www.youtube.com/watch?v=6IXEk9zARaY




terça-feira, 7 de maio de 2013

BORBOLETAS NA TEIA AMBIENTAL !

"QUEM CONSEGUE SOBREVIVER ÀS LAGARTAS, PODE APRECIAR AS BORBOLETAS"...

Abril e Maio é tempo de muitas borboletas aqui onde moro.  A cada ano maravilho-me com essas belezas voadoras, surpreendendo-me a cada dia e fico dizendo que "este ano tem mais borboletas do que no ano passado !" Será?


Entre as muitas espécies que circulam pelo meu jardim, existe uma que acredito ser a Monarca ( Danaus plexippus) 
 Se não for a própria, deve ser aparentada... E a história dessa borboleta é fascinante, impressionando até os cientistas que pesquisam seu surpreendente hábito:

"As borboletas monarcas são as mais conhecidas da América do Norte. São famosas por sua longa trajetória de migração, do Canadá ao México, num período de três a quatro gerações."

" Elas fazem uma migração maciça para o sul, que começa em agosto e vai até a primeira geada. E uma outra migração, para o norte, se inicia na primavera do hemisfério norte. É a única borboleta que migra para ambas as direções, como os pássaros fazem regularmente, mas nenhum indivíduo completa toda a jornada. 

Sua duração de vida é de menos de dois meses, para as que nascem no começo do verão. A última geração do verão entra em uma fase não-reprodutiva conhecida como diapausa, que pode durar sete meses ou mais."

 

" No final de outubro, a população a leste das Montanhas Rochosas migra para os santuários da Reserva de Biosfera Mariposa Monarca dentro do Cinturão Mexicano Transvulcânico, nas florestas de pinheiros dos estados de Michocán e México. A população ocidental atravessa o inverno em diversos lugares na costa da Califórnia.
O que sustenta esta migração? Os padrões de vôo parecem ser herdados, baseados em uma combinação da posição do sol no céu e de um compasso orientado pelo tempo que depende de um relógio circadiano baseado nas antenas das borboletas. Pesquisas sugerem que elas podem também usar o campo magnético da terra como orientação. Os relógios internos regulam tudo, do sono à alimentação e reprodução. Mas como isto é possível?"

" Ao mapear os fundamentos moleculares do relógio circadiano das borboletas, pesquisadores descobriram uma proteína comum em animais e insetos. São elas que ajudam a utilizar o sol como guia.
Steven Reppert, um neurobiólogo da Universidade de Massachusetts disse que “o cérebro de uma borboleta não é maior que a cabeça de um alfinete, e mesmo assim tem uma capacidade impressionante.” A descoberta pode significar que os cientistas poderiam estar começando a entender o relógio biológico humano de forma mais exata. O efeito da luz é muito evidente em humanos, de problemas de sono como a insônia a questões de saúde em pessoas que trabalham dois turnos. Esta proteína pode ser a chave para compreender estes e outros problemas, como a desordem afetiva sazonal."

" Lincoln Brower, um especialista em monarcas da Universidade da Flórida, disse, segundo o About My Planet, que a descoberta era significativa porque mostra que estudar as borboletas “produz informação crucial sobre a natureza da vida”.




Diante da importância dessa forma de vida da Monarca, foi criada uma Reserva de Biosfera  para elas.
Em 2000, foi criada, no México, a reserva da biosfera Borboleta Monarca, com uma superfície total de 56.259 hectares destinados à conservação e manejo sustentável, com o objetivo de proteger o habitat da borboleta.

" El bosque es uno de los recursos naturales más importantes no sólo para el hombre sino para las especies que dependen de ese ecosistema. Una de esas especies es emblemática de México: la mariposa monarca. Este ser en aparencia frágil, viaja miles de kilómetros desde Estados Unidos y Canadá hasta su lugar de hibernación, en la Reserva de la Biósfera Mariposa Monarca, en el límite del Estado de México y Michoacán.
En un esfuerzo de preservación, no sólo de este símbolo de fuerza y perseverancia, sino de los otros cientos de especies que dependen del bosque, la alianza entre el Fondo Mundial para la Naturaleza (WWF, por sus siglas en inglés) y Telcel, en coordinación con los gobiernos de los Estados de México y Michoacán, plantó 30 mil árboles de oyamel, cedro y pino para reforestar 28 hectáreas de bosque de la Reserva de la Biósfera Mariposa Monarca."     http://suenamexico.com/verde-y-social/reverdecer-la-casa-de-la-mariposa-monarca/

"O município de Valle de Bravo está localizado ao oeste do Estado do México e a  uma distância de 25 quilômetros  encontra-se um Santuário de borboleta monarca conhecido como Piedra Herrada. Em 2005, Valle de Bravo foi reconhecida como cidade mágica pela Secretaria de Turismo do Governo Federal do México, tornando-se um importante destino turístico, tanto por sua rica cultura como suas paisagens naturais.  Existem  lojas de artesanato e barracas do mercado local, onde imagens das borboletas monarca  foram usadas  em toalhas, guardanapos, capas de almofadas, bolsas, copos, canecas,enfeites de parede, etc."



Pesquisa de cá, pesquisa de lá, encontrei esse blog: México Lindo, que tem dois vídeos mostrando a beleza das borboletas em seu Santuário:
 http://mexicolindobymarina.blogspot.com.br/
http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=DaDOhS9Qi5w
http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=dSVUz2u14_I


Quando vejo essas imagens que mostram milhões de borboletas, fico pensando em como me contento com pouco, pois fico muito feliz ao encontrar uma meia dúzia de Monarcas no meu jardim !!!
Levei tempo para conseguir fotografá-las, pois borboletas são muito agitadinhas, mas consegui algumas fotos e essa é a melhor delas.


Mas, como nem tudo são flores - ou borboletas - também encontrei esse site onde alguns cientistas acham que os transgênicos podem prejudicar a Monarca !!!

http://ultimosegundo.ig.com.br/ciencia/meioambiente/transgenicos+podem+afetar+borboleta+monarca/n1597108277070.html

Para quem quer conhecer mais sobre a Monarca, veja aqui: http://www.ecologia.info/borboleta-monarca.htm

domingo, 7 de abril de 2013

REVOLUÇÃO AGRÍCOLA - VERDE QUE TE QUERO VERDE !!!

 BOAS NOVAS TRAGO PARA A TEIA AMBIENTAL, COM ESSA NOTÍCIA ALVISSAREIRA QUE ENCONTREI NO FACEBOOK !!!
TODMORDEN, NA INGLATERRA, VIROU NOTÍCIA NOS ÚLTIMOS DIAS NO FACE BOOK, AO MOSTRAR O QUE A POPULAÇÃO ESTÁ FAZENDO EM SUA CIDADE QUE VIROU UMA IMENSA HORTA COMUNITÁRIA. O PROJETO É CONHECIDO COMO “INCREDIBLE EDIBLE” (INCRIVELMENTE COMESTÍVEL).


"PROJETO  NA INGLATERRA TRANSFORMA TERRENOS BALDIOS EM HORTAS PARA A POPULAÇÃO"
PARQUES, RUAS, E TERRENOS QUE ERAM BALDIOS, AGORA VIRARAM  HORTAS, E ISSO COMEÇOU POR INICIATIVA DE 2 DONAS DE CASA QUE RESOLVERAM PLANTAR NO PÁTIO DA IGREJA !

 TUDO O QUE SE PLANTA CRESCE EM TODMORDEN – CIDADE DE 11 MIL HABITANTES NO NORTE DA INGLATERRA. 
 SEIS ANOS DEPOIS TODA A COMUNIDADE ESTÁ ENVOLVIDA E A PREFEITURA CEDE OS ESPAÇOS PÚBLICOS.

E OS RESULTADOS APARECEM NA NATUREZA:

 A VEGETAÇÃO PROTEGE O SOLO DE ONDE NOVAMENTE BROTAM AS FONTES DE ÁGUA, E AS ABELHAS, QUE HÁ QUASE  MEIO SÉCULO HAVIAM DESAPARECIDO, ESTÃO DE VOLTA,POLINIZANDO AS PLANTAS E COLABORANDO COM O PROJETO !


 A IDEIA TEM PROMOVIDO A SOLIDARIEDADE E O VOLUNTARIADO ENTRE OS MEMBROS DA COMUNIDADE.

A INICIATIVA PENSA  ATÉ NOS  TURISTAS QUE TEM CHEGADO DE TODAS AS PARTES DO MUNDO COM VONTADE DE SACIAR A CURIOSIDADE QUANTO A ESTA CIDADE ONDE OS ALIMENTOS SE ESPALHAM PELAS RUAS:

 PARA OS VISITANTES FOI CRIADA UMA ROTA QUE OS GUIA PELAS DIFERENTES ÁREAS CULTIVADAS E LHES PERMITE ENTRAR TAMBÉM NO ESPÍRITO DA IDEIA.


 “NÃO ACEITAMOS QUE NOS DIGAM QUE ESSAS PEQUENAS MUDANÇAS SÃO INSIGNIFICANTES FACE AOS PROBLEMAS DO FUTURO. JÁ TESTEMUNHEI O PODER DAS PEQUENAS AÇÕES E É FANTÁSTICO”,
 DEFENDE A IMPULSIONADORA DO MOVIMENTO QUE TEM ENVOLVIDO A COMUNIDADE DE DIVERSOS MODOS.
 “QUEM NÃO QUISER CULTIVAR, MAS TIVER UMA VEIA CRIATIVA PODERÁ, POR EXEMPLO, DESENHAR ETIQUETAS ORIGINAIS QUE LADEIAM OS VEGETAIS PLANTADOS INFORMANDO DE QUE LEGUME SE TRATA E SUAS CARACTERÍSTICAS".




Diante disso tudo, eu que sou pesquisadora voraz, fui espiar mais sobre o tema e tive a alegria de saber que essa prática está espalhada pelo mundo, virando mania e moda !!!

 EM SÃO PAULO:

HORTAS RESISTEM NA PERIFERIA E AVANÇAM SOBRE PRAÇAS NA ÁREA CENTRAL DE SÃO PAULO.
Algumas partes da zona leste de São Paulo praticam agricultura pra valer. Mas, como o concreto já avançou bastante por lá, o jeito para seguir plantando e colhendo foi utilizar terrenos onde não é permitido construir.  Embaixo de linhas de transmissão elétrica ou em cima de oleodutos, pequenos agricultores vivem com a venda de hortaliças à vizinhança.
 Assim, eles cumprem uma dupla função para a comunidade: fazem uso nobre de pedaços de terra que serviam como depósito de entulho ou ponto de tráfico; e produzem verduras e legumes para a clientela. 


Recentemente, vizinhos começaram a se organizar em bairros de classe média para retomar praças abandonadas pelo poder público e recuperar um contato com a terra há muito perdidos por seus pais.
Eles veem nas hortas uma maneira de reunir gente que vive lado a lado mas sequer se conhece.
 Vencem as barreiras da falta de tempo utilizando as redes sociais da net, por onde discutem e agendam mutirões.
  Em sua luta pelo verde, estão aliados com outros grupos urbanos, como os cicloativistas, e pretendem colaborar na construção de uma cidade que definem como “mais humana”.
 Algumas empresas entraram nessa onda.


 Um Shopping da Zona Oeste viu nas hortas uma maneira simples de reciclar os restos da praça de alimentação e enquadrar-se no Plano Nacional de Resíduos Sólidos que obriga grandes empreendimentos  a darem um fim sustentável a seu lixo.
  Na falta de espaço, a direção decidiu plantar no telhado  – que tem quase um hectare de área útil !

A agricultura também se espalha por escolas, postos de saúde e terrenos particulares por toda a cidade.  Cresce a cada dia.  Mostra disso é a procura cada vez mais numerosa pelos cursos oferecidos pela Escola Municipal de Jardinagem, que funciona no Parque do Ibirapuera há 38 anos.




AINDA EM SÃO PAULO:

O projeto “Plantando na Cidade” é uma iniciativa desenvolvida pelo professor Marcos Victorino, da Faculdade Cantareira. A ideia é fazer  uma horticultura sem solo, ou seja, uma horta em terraço.
  O projeto é  uma solução barata e eficaz para trazer mais verde às grandes metrópoles que sofrem com a falta de espaço por conta  do crescimento urbano.

http://ciclovivo.com.br/noticia/projeto_traz_solucao_barata_e_eficaz_para_plantio_de_hortas_em_centros_urbanos


EM PORTUGAL:

Com o objetivo de promover o ambiente, uma alimentação mais saudável e uma maior interação entre a população, a junta de freguesia da Ericeira anunciou que vai criar cerca de 30 hortas comunitárias no centro da vila.
http://boasnoticias.clix.pt/noticias_Ericeira-cria-hortas-comunit%C3%A1rias_8067.html

AINDA EXISTE ESPERANÇA ! E ELA É VERDE !!!
FIQUEI MUITO FELIZ COM ESSA NOTÍCIA, E JÁ ESTOU PENSANDO DE QUE MANEIRA POSSO ESPALHAR TAIS SEMENTES...