domingo, 7 de junho de 2015

EXISTE UM PLANO B ! Quem vai querer usá-lo ?

"Diz-se que uma comunidade é sustentável quando satisfaz plenamente suas necessidades de forma a preservar as condições para que as gerações futuras também o façam. Da mesma forma, as atividades processadas por agrupamentos humanos não podem interferir prejudicialmente nos ciclos de renovação da natureza e nem destruir esses recursos de forma a privar as gerações futuras de sua assistência". 
Em 2009 as palavras e idéias de Lester Brown eram essas que apresento aqui.  O que melhorou no planeta desde 2009 ? E o que piorou ?

  Para Lester Brown, um dos mais importantes pensadores ambientais do mundo, a injeção de recursos dos governos norte-americano e europeus não será suficiente para tornar mais sustentável a combalida economia internacional. O momento urgente sugere um plano B. A transição para a sustentabilidade passa, segundo ele, por taxar atividades baseadas na queima de combustíveis fósseis, incentivar o desenvolvimento e uso de energias renováveis e, com isso, criar novos empregos. Em seu mais recente livro, “Plan B 3.0: mobilizing to save civilization” Brown mostra que evitar o declínio da economia significa impedir o colapso da civilização.
 O material jornalístico produzido pelo Estadão é protegido por lei. Para compartilhar este conteúdo, utilize o link:http://sustentabilidade.estadao.com.br/noticias/geral,pre-sal-pode-tirar-brasil-do-rumo-certo-diz-lester-brown,458597
 "O termo sustentabilidade  aplicado à causa ambiental surgiu como um conceito tangível na década de 1980 por Lester Brown.
 A definição  acabou se tornando um padrão seguido mundialmente com algumas pequenas variações.
 Uma das preocupações dos ecologistas é que o desmatamento continue na Amazônia, o que eventualmente fará com que a floresta comece a secar e fique vulnerável ao fogo natural, causado por raios, por exemplo. Se isso ocorrer, poderemos assistir ao completo desaparecimento da floresta tropical. O planeta teria uma paisagem muito diferente da que existe hoje. No lugar de densa vegetação, nasceria um ecossistema de savana ou talvez de deserto.

Estamos nos aproximando de um ponto em que o futuro da Amazônia está em xeque. E não vai demorar muito para chegarmos a um outro ponto, em que não seremos mais capazes de salvar o que restará da floresta. Nada, então, poderá ser feito. Isso será um desastre não apenas para o Brasil, mas para todo o mundo".


“As corporações precisam reconhecer que seu futuro é inseparável do futuro da civilização e que elas também são responsáveis pela manutenção da vida na Terra. Devem, portanto, contribuir com a construção de uma economia global sustentável. Sem isso, vamos enfrentar um colapso.  Nenhuma companhia terá lucro avançando na escalada rumo à destruição. Precisamos rever rapidamente a economia global e particularmente a matriz energética por meio de políticas econômicas que reestruturem taxas e pressionem o mercado a contar a verdade ambiental”, ressalta o especialista.
A “verdade ambiental” a que se refere Brown diz respeito à inabilidade do mercado em incorporar impactos indiretos - também conhecidos como externalidades - causados ao meio ambiente e à sociedade pelas atividades econômicas. A inversão dessa lógica, que seria favorecer as tecnologias e práticas mais limpas em detrimento das baseadas na queima de combustíveis fósseis, representa uma oportunidade para criar novos postos de trabalho".
 "Apresentar a visão de um futuro sustentável e também os meios práticos para construí-la tem sido a missão de Brown ao longo de 40 anos dedicados à militância ambiental. Em 1974, ele fundou o Worldwatch Institute, uma organização sem fins lucrativos especializada na análise das questões ambientais globais. Em 1984, lançou a série de relatórios “O Estado do Mundo”. Traduzido para as principais línguas, os documentos alcançaram status semi-oficial, tornando-se uma espécie de “Bíblia” do movimento ambiental. Em 2001, Brown criou a Earth Policy Institute, do qual ainda hoje é presidente. A organização passou a disseminar informações na área ambiental utilizando, como suporte, uma rede mundial de editores, principalmente na Internet.
Apesar de entusiasta do termo desenvolvimento sustentável, Brown acredita que ele não seja muito empolgante. Em sua opinião, a associação de aspectos sociais e políticos à discussão - inicialmente apenas ecológica – esvaziou de certa forma o sentido do conceito. “Ao se tornar tão ampla, a sustentabilidade passou a significar pouco. O termo não mobiliza as pessoas”, ressalta Brown".

 " O modelo mental por trás da crise financeira é o mesmo que criou a crise ambiental e a insustentabilidade da economia – em termos ambientais. Esse modelo valoriza o presente em vez de se expandir para o futuro. Isso nos leva não apenas a déficits econômicos –a parte central dessa crise – mas também aos déficits ecológicos, que são parte central da crise ambiental hoje vivida. Mudança climática, desmatamento, erosão do solo,  colapso de algumas indústrias de pesca ou a queda de aqüíferos dizem respeito, de um jeito ou de outro, a déficits ecológicos. Em suas origens, a crise econômica mundial está muito ligada à crise ambiental que estamos experimentando já há algum tempo".


 "O único modelo que pode salvar a civilização é aquele que satisfaz as necessidades atuais sem prejudicar a capacidade das futuras gerações atenderem as suas próprias. Se continuarmos, por exemplo, a queimar combustíveis fósseis em larga escala, aumentando a temperatura da atmosfera, as camadas de gelo da Groenlândia e da Antártida derreterão. Com isso, veremos um aumento enorme no nível do mar e, por conseqüência, um enorme caos. Em uma região como a Ásia, por exemplo, o derretimento dos glaciais nas montanhas do Himalaia, ao norte da Índia, ou do planalto do Tibete, alimentará os rios da região fora dos períodos das monções. Se essas camadas de gelo derreterem completamente com o aumento da temperatura, os rios desaparecerão na época de seca, prejudicando fazendeiros que dependem desses cursos d’água para irrigação. Isso não é apenas importante para países como a Índia e China, mas para todo o mundo, na medida em que poderemos viver a escassez de alimento em uma escala inimaginável".

"Acredito em ações locais. Muitos governos começarão a cortar rapidamente as emissões de seus países. Na Nova Zelândia, por exemplo, a primeira ministra Helen Clark tomou decisões importantes, independentemente de qualquer negociação internacional. Seu país se comprometeu a aumentar o uso de fontes renováveis para geração de energia elétrica dos atuais 70% para 90% até 2020. Também assumiu o compromisso de reduzir pela metade o uso de combustível para carros por habitante até 2040. Vai plantar cerca de 200 mil hectares de árvores, algo em torno de 31 árvores por habitante, número significativo para o seqüestro de carbono.
  Os consumidores, têm um papel muito importante. No entanto, quando me questionam sobre o que podem fazer, quase sempre esperam que eu responda sobre mudanças no estilo de vida, sobre alterações no sistema de iluminação da casa ou no descarte adequado de lixo. Mas estamos agora em uma situação muito grave na qual necessitamos reestruturar rápido a economia global, principalmente a economia energética. E isso exigirá novas políticas econômicas.

Nós, do campo ambiental, falamos nas últimas décadas sobre salvar o planeta. Mas o que está em jogo agora é a própria civilização. Se quisermos salvar a civilização, precisamos nos tornar politicamente ativos e isso significa não apenas votar nas eleições, mas também atacar algumas questões importantes. Salvar civilizações não é um esporte para expectadores".

"Pela primeira vez na história da humanidade existem mais pessoas vivendo nas cidades do que fora delas.  Em decorrência disso, estamos vivenciando crises em questões fundamentais como a mobilidade. As tecnologias de transporte funcionam em comunidades-modelo. Cresci em uma comunidade de fazendeiros onde sem os carros teríamos enorme dificuldade de locomoção. Mas à medida que os carros se multiplicam nas cidades, descobrimos que eles promovem, na verdade, a imobilidade. Em Londres, por exemplo, a velocidade média de um carro é menor do que a de uma carruagem do século 20. Ainda sim, investimos grandes quantias de dinheiro em carros que podem andar mais rápido. Por isso, as grandes cidades de países ricos e em desenvolvimento estão repensando os transportes.

A melhor alternativa é o transporte público rápido. A experiência do sistema de ônibus de Curitiba é um modelo inspirador para prefeitos de vários lugares do mundo".


 http://rts.ibict.br/entrevistas/entrevistas-2009/lester-brown-pensador-ambiental-e-presidente-da-earth-policy-institute/

quinta-feira, 7 de maio de 2015

TEMPESTADES DE AREIA II

 Antigamente,tempestade de areia era coisa de deserto ou de filmes!  Nos tempos atuais elas estão se tornando rotina em muitos lugares do planeta, assustando, prejudicando a vida das cidades e até matando.
 Mas como nascem as temíveis e terríveis tempestades de areia ?

Apesar de serem fenômenos naturais, as tempestades de areia podem acontecer com mais freqüência por causa da ação humana. O desmatamento e o esgotamento dos solos tendem a aumentar a área coberta pela areia. Aí, se a região tiver ventos fortes, o lugar torna-se propício para as tempestades. A situação é particularmente grave na China, onde violentas rajadas fazem as areias avançarem cerca de 3 mil quilômetros quadrados por ano, ameaçando soterrar 24 mil pequenas cidades e 30 mil quilômetros de rodovias nas próximas décadas.


 A maioria delas aparece naturalmente, com o aquecimento da superfície dos desertos. Ao amanhecer, os raios solares esquentam o solo, fazendo com que a temperatura do chão pule de 30 ºC às 8 da manhã para 80 ºC ao meio-dia. Esse enorme aquecimento rompe a camada fria que existe nas primeiras horas do dia próximo ao solo e origina ventos de até 100 km/h. A quantidade de sedimentos que esses sopros podem transportar é impressionante. Somente no deserto do Saara, na África, estima-se que os ventos do deserto carreguem anualmente 260 milhões de toneladas de areia para outras regiões. 

  Desse total, cerca de 35 milhões de toneladas vão parar no oceano Atlântico. "A força do fenômeno é tamanha que as rajadas que sopram para o oeste levam grãos de areia até o arquipélago de Cabo Verde, a cerca de 500 quilômetros do litoral africano", afirma o geógrafo Roberto Verdum, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). A areia pára por aí, mas a poeira fina vai ainda mais longe: erguidas pelo vento, partículas de pó cruzam o oceano Atlântico e aportam nas Américas, trazendo junto grande quantidade de bactérias e fungos que podem prejudicar os ecossistemas locais.


 Em 2011 eu já escrevi sobre esse assunto, impressionada que fiquei ao saber detalhes da grande tempestade de areia que na década de 30 abateu-se sobre o norte do Texas, Oklahoma, Novo Mexico, Colorado e Kansas, nos EUA.
 http://floradaserra.blogspot.com.br/2011/05/tempestades-de-areia.htm
http://mundoestranho.abril.com.br/materia/como-surgem-as-tempestades-de-areia

terça-feira, 7 de abril de 2015

TROCO LÂMPADAS NOVAS POR LÂMPADAS VELHAS!!!





Por favor, quem souber onde ainda tem para vender as velhas lâmpadas incandescentes de 100w,  de 150w ou de 200w me informe, pois estou à procura delas...


Na década de 70 li em um jornalzinho esotérico, desses que eram encontrados nos restaurantes naturais, alguma coisa falando do mal que as lâmpadas fluorescentes causavam.  Eu já não usava na minha casa, pois nunca gostei da sua luz estranha e fria.



O tempo passou, o mundo "evoluiu" e descobriu que as tais lâmpadas eram a salvação do Planeta !!!


 Mas  eu continuo, tal qual D. Quixote,  lutando contra moinhos de vento... Não entendo porque as pessoas, o mundo inteiro, aceita uma nova ideia sem parar para pesquisar, analisar, tentar entender quem está ganha$do com isso !
 Eu faço minhas pesquisas e confesso que muito pouco encontro quem  fala contra as tais "lâmpadas econômicas". Aqui no blog eu já fiz uma postagem em 2010: http://floradaserra.blogspot.com.br/2010/09/troco-lampadas-velhas-por-lampadas.html

 Mas quando encontro, é realmente assustador, como esse vídeo que acabei de ver e passo para vocês.
 https://www.youtube.com/watch?v=7d2wCasGVB0
O título é: LUZES TÓXICAS - O LADO NEGRO DAS LÂMPADAS ECONOMIZADORAS.

COMO SEI QUE POUQUÍSSIMAS PESSOAS TERÃO O INTERESSE E A PACIÊNCIA PARA VER O VÍDEO, DEIXO AQUI ALGUMAS FRASES INTERESSANTES QUE RETIREI DELE:

- "Elas deveriam ser ambientalmente amigáveis, mas contém mercúrio!"
- "Elas consomem menos energia elétrica, mas ninguém pensa nos danos ambientais causados pelo mercúrio"

Holger Krahmer, membro do Parlamento Europeu apontou os possíveis efeitos adversos para  o consumidor.  Não é só o mercúrio, mas também a preocupação sobre os efeitos psicológicos e outros mais.

Enfim, mais uma vez, eu estou fazendo o que acho que posso, tentando mostrar o que descobri, na tentativa de, quem sabe, conseguir sensibilizar alguém nesse mundo de meu Deus...


segunda-feira, 23 de março de 2015

SEMINÁRIO DE OUTONO - Março de 2015

 Em 21 de março de 2015, tivemos o Seminário de Outono. O clima gostoso, fresquinho, e a feijoada mineira, para aquecer.

 Silvia desbravando o verde.

 A turma, ouvindo o mestre.

 Gilberto e a numerologia.

 João Sérgio e as meninas: Silvia, Conceição, Priscila, Adriana.

 Lisana chegando.

 Ouvindo...

 Priscila e seu prato colorido.

 Feijoada Mineira: vaca atolada, angu com queijo, etc, etc.

Sobremesas...

sábado, 7 de março de 2015

CONTINUA OU DESISTE ?


 Quando eu ainda era muito jovem, lá na década de 70, ouvi uma notícia que previa mudanças climáticas - acho que não se usava esse termo naquele tempo...- anunciando muitas tempestades num futuro próximo!
Fiquei com medo...
O tempo passou e cá estamos nós convivendo com esse futuro-presente ! O clima enlouqueceu e estamos à beira de um ataque de nervos ambiental !!!
Nossa maior cidade tem "comido o pão que o diabo amassou", em matéria de  problemas ecológicos.


  Extremos climáticos devem ocorrer com mais frequência e intensidade, nas próximas décadas, em São Paulo. 
 A variação climática observada na Região Metropolitana de São Paulo nos últimos anos - caracterizada por chuvas intensas concentradas em poucos dias, espaçadas entre longos períodos secos e quentes – deve se tornar tendência ou até mesmo agravar nas próximas décadas.
As conclusões são de um estudo realizado por pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), em colaboração com colegas das Universidades de São Paulo (USP), Estadual de Campinas (Unicamp), Estadual Paulista (Unesp), de Taubaté (Unitau) e dos Institutos Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e de Aeronáutica e Espaço (IAE), entre outras instituições e universidades do Brasil e do exterior

 Resultados do estudo foram descritos em artigos publicados na revista Climate Research e contribuíram para a elaboração do Atlas de Projeções de Temperatura e Precipitação para o Estado de São Paulo, uma publicação interna do Inpe lançada em 2014, também resultado de projeto.


“Estamos observando na Região Metropolitana de São Paulo um aumento na frequência de chuvas intensas, deflagradoras de enchentes e deslizamentos de terra, distribuídas entre períodos secos que podem se estender por meses", disse José Antônio Marengo Orsini, pesquisador do Inpe e atualmente no Cemaden.

“Os modelos climáticos projetam que esses eventos climáticos extremos passarão a ser cada vez mais comuns em São Paulo e em outras cidades do mundo e podem até mesmo se intensificar, se forem mantidos o atual ritmo de urbanização e de emissão de gases de efeito estufa”, disse o pesquisador, que coordenou o estudo.
 

 Os pesquisadores analisaram a variabilidade do clima da região metropolitana nos últimos 80 anos por meio de dados diários de chuva referentes ao período de 1933 a 2011 fornecidos pela estação meteorológica Água Funda, do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da Universidade de São Paulo (USP). Do período de 1973-1997, foram utilizados também dados de outras 94 estações meteorológicas espalhadas pela região.

As observações indicaram um aumento significativo, desde 1961, no volume total de chuva durante a estação chuvosa, que pode estar associado à elevação na frequência de dias com chuva pesada e à diminuição de dias com precipitações leves na cidade.

Enquanto os dias com chuva pesada – acima de 50 milímetros (mm) – foram quase nulos nos anos 1950, eles ocorreram entre duas e cinco vezes por ano entre 2000 e 2010 na cidade de São Paulo.

 Pois é... Segundo pesquisadores, urbanização e  emissão de gases de efeito estufa são responsáveis - e se for mantido o ritmo atual, esses eventos poderão ser intensificados.  Não só em São Paulo, mas no planeta inteiro ! Mas como diminuir a urbanização e os confortos da vida moderna ?
Continua ou desiste ?

 Eu vou tentando melhorar meu mundinho...
 http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/ambiente/extremos-climaticos-devem-ocorrer-mais-frequencia-intensidade-proximas-decadas-sao-paulo-841480.shtml

sábado, 7 de fevereiro de 2015

AUSTRÁLIA - vamos aprender com eles ?

 Nunca pensei que iria assistir as cenas de filmes apocalípticos, na época em que estamos vivendo !
É assustador presenciar as transformações no planeta afetando 
diretamente nossa vida. Dizem que "aqui se faz, aqui se paga"...

Para os anciões, a visão dos rios secos é uma fonte de angústia. “Que vamos deixar para nossos filhos? As terras e as águas são um corpo vivo. Nós acreditamos que tudo está ligado. Se a terra e o rio morrerem, morreremos junto com eles”.
Para os Ngarrindjeri, a terra e os rios foram criados no tempo do “Dreaming”. O nascimento de cada montanha, de cada curso d’água, é explicado por um mito, uma história particular. Rios ou animais que se extinguem, e a memória do tempo também vai embora.
 http://www.ecodebate.com.br/2010/05/27/seca-na-australia-ameaca-costumes-aborigenes/


 A oceanógrafa brasileira Giselle Firme, de 41 anos, vive em Sydney, na Austrália, desde 2006.
Casada com um australiano e mãe de dois filhos, ela conta como viver em um dos países mais secos do mundo mudou seus hábitos.
Na Austrália, o setor agrícola - bem como no Brasil - é o principal consumidor de água (cerca de 52% em 2010). O consumo direto, no entanto, também faz diferença e é alvo de constantes campanhas.
"Quando cheguei aqui, fazia tudo errado: escovava os dentes com a torneira aberta, deixava o chuveiro ligado para esquentar a água, tomava banhos demorados e usava a máquina de lavar roupa todo dia. Não demorou muito para eu perceber que, aqui, a escassez é grave, e é preciso mudar hábitos e economizar água", disse à BBC Brasil.
 Algumas das mudanças, descritas abaixo, podem espantar brasileiros acostumados com água em abundância. Mas, como explica Giselle, "a pressão social para se usar esses métodos mais 'econômicos' é forte" no país.
1. Eu me lembro da bronca do meu marido quando me viu escovando os dentes enquanto a água escorria pela torneira. Agora, molho a pasta, fecho a torneira e só abro novamente para bochechar.
2. Aqui, não existe isso de lavar banheiros ou lavar cozinha jogando água de balde. Nao se acha nem rodo, nem pano de chão para vender. Limpa-se com um esfregão (que chamamos de mop) molhado.
3. Banhos devem durar, no máximo, cinco minutos. Essa é a orientação geral. Cada minuto com o chuveiro ligado gasta de 6 a 25 litros de água dependendo da eficiência do chuveiro. A minha vizinha, outro dia, me contou toda feliz que era dia de lavar o cabelo (eles não lavam todo dia) - muito diferente do nosso hábito de todo dia passar xampu e creme, com a água rolando ralo abaixo. Ainda não perdi o hábito, mas desligo o chuveiro nesses momentos - o que já tinha aprendido em cruzeiros oceanográficos, onde a água também é racionada.
 4. É comum na Austrália que os banheiros tenham descargas com sistema duplo. E não só isso: em épocas de seca, ouve-se muito o conselho: "If it's yellow, leave it mellow", que pode ser traduzido por: "Se for amarelo, deixe estar". Fica a critério de cada um. Mas é importante, que se saiba que um sistema antigo chega a gastar 12 litros por descarga.
5. Há uma técnica especial para se lavar louça. Enche-se a pia de água com detergente e usa-se essa mesma água para toda a louça. É preciso, portanto, fazer uma pré-limpeza de restos de comida para não sujar demais a água. É uma técnica radical para uma brasileira, então, opto pela máquina de lavar louça que, segundo estudos, usa ainda menos água.
6. Em épocas de escassez, quando há punições para quem gasta demais, você pode ser denunciado por vizinhos se estiver lavando carro com água corrente. Na melhor das hipóteses, vai ficar mal com a vizinhança. Quando vou ao Brasil e vejo aquela cena de porteiros lavando calçadas com mangueiras por longos períodos, me lembro do conselho aqui para se varrer e não lavar a calçada.
7. Muita gente tem nos jardins tanques para acumular água da chuva. Em épocas de extrema seca, não se pode usar mangueira para regar plantas.
8. É comum também encontrar casas que deixam um balde no banheiro para usar a água acumulada na banheira para outros fins.
9. As crianças aprendem a lavar as mãos esfregando sabão líquido nas mãos secas e só depois ligando a água para enxaguar.
10. É preciso ficar atento à certificação de máquinas de lavar roupa e louça, bem como de torneiras e chuveiros. A diferença de consumo pode ser muito grande.

  http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2015/02/150204_seca_brasileira_dicas_ss

 Muitos desses costumes dos australianos já são usados aqui em casa. E os outros  podemos incorporar na nossa vida. 
 Brasileiro está acostumado com fartura de água, mas é hora de mudar os hábitos.  Por bem, ou por mal.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

NOVO URBANISMO : CIDADES DE PEDESTRES


Os melhores lugares do mundo para se viver são cidades com redes inteiras de ruas sem carros, conhecidas como cidades de pedestres.
Cada vez mais o Homem está descobrindo como é bom viver numa cidade humana, que prioriza as pessoas e não os carros.

" A criação de ruas de pedestres  diminuiu a necessidade de estacionamentos, possibilitando a cidade transformá-los em praças públicas."


Sempre que ouço alguém dizer que precisamos de mais ruas, mais espaço para os carros, sinto-me provocada e  começo  a pesquisar o que está acontecendo mundo afora em relação ao eterno conflito entre Homem X Carros.
 " Um ambiente que oferece uma elevada qualidade de vida é um lugar livre de ruído, poluição, toxinas, radiação e perigo. Isto inclui a segurança nas ruas onde todos podem caminhar, respirar ar puro, dispor de água e alimentos limpos e saudáveis."

 Em um site li um  comentário sobre a demolição de canteiros centrais para aumentar o fluxo dos carros.
Faz pouco tempo que descobri que minha linda cidade possuía canteiros centrais em muitas de suas ruas...
Cadê eles ? Sua retirada resolveu o problema do trânsito ?

 "As ramblas são uma série de ruas no centro de Barcelona. A principal dessas vias exclusivas para pedestres é cheia de árvores."

Existem pessoas que insistem em dizer que devemos acabar com os Calçadões, tornando-os ruas novamente !!!

 "Que o pedestre seja valorizado ao máximo e tenha espaço para existir. Em vez de reduzir calçadas e asfaltar jardins, que as prefeituras estreitem avenidas ou limitem a circulação de automóveis para abrir espaço para as pessoas – no exterior, tais medidas são comuns. Em Paris, por exemplo, o trânsito de carros nas margens do Rio Sena foi proibido".   (http://www.oeco.org.br/outrasvias/26788-10-ideias-para-cidades-mais-humanas-em-2013)


 Que tal pensar em ruas arborizadas ? Que tal pensar a cidade como um parque gigante?
Minha cidade tem um belíssimo Parque particular, e sempre pensamos como seria bom se esse parque invadisse as ruas, ampliando a beleza, o frescor e o verde !

Na minha primeira postagem do ano da nossa TEIA AMBIENTAL, deixo a Esperança, esse sentimento verde que ajuda a caminhar por ruas  sem cor...
Que surjam muitas Ruas de Pedestres e  muitos Calçadões,Canteiros Centrais, Parques e Jardins pelas nossas cidades !

FELIZ, VERDE E FLORIDO 2015 PARA TODOS NÓS !!!

https://coisasdaarquitetura.wordpress.com/2010/09/13/novo-urbanismo-cidades-de-pedestres/