domingo, 5 de junho de 2011

FLORA - E o peso de um nome

Em tempos de Sonias, Sandras, Suelis, Lúcias, Veras, Marilenas, Marlenes, Reginas, e mil Marias, eu era Flora !!!

"Flora Medicinal", diziam as crianças no seu maldoso deboche. E o que podia fazer eu ?

- "Qual é seu nome ?"
- Flora Maria.
- "Como" ?
- Flora.
-"Não entendi !"
- Flora - efe, ele, o, erre, a.
- "Ah, sim...

Como eu queria, naqueles tempos idos de juventude ser simplesmente uma Neuza, ou Ana, Fátima ou Teresa.
Quando fui fazer prova para o Colégio Clóvis Monteiro, os candidatos ficavam selecionados pelas letras dos nomes. Na sala da letra F, poucos alunos, e somente 1 Flora - eu !

Para quem não gostava de aparecer e queria ficar no anonimato, meu nome era como um farol brilhante piscando, a sinalizar que ali estava alguém diferente.
Minha avó Flora, de quem herdei o nome, dizia: - "Flora é a Rainha das Flores"! Mas eu, na amargura de ter aquele nome "pesado", não queria saber dessa conversa !

Porém nessa vida tudo passa, tudo sempre passará, e também meu nome passou de ridículo para "que nome lindo você tem"!
E agora o peso era outro: bandeira ambientalista carregada por Flora, a Deusa das Flores e Dos Jardins !

Mas esse peso eu carrego com muito gosto e orgulho e até coloquei meu nome na minha marca artesanal: Flora Da Serra !
Hoje, Dia Do Meio-Ambiente, agradeço à Deusa pelo dom que ela me deu: amar as plantas acima de qualquer outro interesse material.

Muitas pessoas me perguntam se foi o nome que me fez gostar tanto da Natureza.

Meu Numerólogo favorito diria que eu amava a Terra e por essa razão meu nome teria que ser Flora.
Concordo !

Nas fotos, as flores queridas do meu jardim que alegram minha vida durante todo o ano.


quinta-feira, 2 de junho de 2011

BONSUCESSO - O Bairro Da Minha Infância



Vez por outra - ou com bastante frequência - sou atacada por uma imensa nostalgia que me faz buscar as lembranças dos tempos idos da minha vida. Como já mostrei em outra postagem, eu nasci no bairro Piedade, mas vivi dos 3 aos 24 anos em Bonsucesso, subúrbio do Rio de Janeiro, simples e tranquilo, naquela época remota. Com o "progresso", o bairro foi mudando e hoje tento descobrir imagens antigas pela net e recolho as poucas fotos que herdei da minha família.



O bonde era um meio de transporte seguro porém, vagaroso. Com o aumento da população, com mais carros circulando, e com a ânsia de rapidez que tomou conta da humanidade, ele, tão bonitinho e simpático, foi descartado das ruas do Rio de Janeiro, restando o de Santa Teresa para matar a saudade. Circulando "do lado de lá da estação", o que queria dizer para mim, o lado da Rua Uranos, pois eu morava no lado da Praça das Nações, o tranquilo bondinho fazia um grande percurso, chegando até ao centro da cidade.
(foto da net)
 Nessa foto tão antiga, eu estou junto do chafariz que existia na Praça das Nações. No ano de 1951. Atualmente essa praça não tem mais esse nome, mas é assim que eu lembro dela.
A loja lá no fundo era uma Farmácia.  Depois dela, uma casa antiga onde morava um senhor chamado Felipe que a criançada - maldosamente - chamava por um apelido que ele não gostava e que o fazia correr atrás deles.
O Ao Nosso Restaurante quase aparece, na ponta direita da foto.  Que pena não ter sido enquadrado na imagem...
Foto da Flora.

 Na esquina da Rua Cardoso de Morais com Av. Maxwell, existia a padaria do seu Belmiro, e sua filha Esmeralda era minha colega de colégio. Na foto, minha mãe na varanda do nosso apartamento e, lá no fundo,  o prédio da Padaria do seu Belmiro, que tinha a loja embaixo e morava no sobrado.
 Uma loja curiosa existia por alí, com uma porta na Cardoso de Morais e outra na Guilherme Maxwell. Acho que era uma loja de ferragem ou de material de construção. Anos mais tarde ali seria outra loja da Elite.
Foto da Flora


 Dividido pela linha férrea, Bonsucesso tinha cancela, antes das passagens subterrâneas que deram maior segurança mas tiraram o charme antigo. Essa foto que encontrei na net é de 1929.
Do lado direito da foto está a Rua Cardoso de Morais, que começa ali, junto da cancela e segue até o bairro vizinho de Ramos.
Pensando nesse tempo, vou lembrando o que existia por ali:
Além da Padaria do seu Belmiro, ( lado direito de quem segue para Ramos), tinha a casa da dona Lúcia, com quem estudei piano e acordeon. Adiante ficava o Cinema Bonsucesso, pequenino e sem ar refrigerado, o que para os cariocas era uma verdadeira prova de fogo ! Depois encontramos a Rua Baturité, onde na esquina ficava a serraria do seu Araújo, pai da minha colega Carlinda. A Tinturaria Sport e, lá na frente, já no Largo de Bonsucesso, estava a Padaria Olímpica.

Dessa rua, tenho outra jóia de fotografia que mostra meu pai e o sr. Otaviano, que era funcionário da nossa loja - Casa das Bolsas - posando na porta da mesma, lá pelo meio dos anos 50.
Ao lado, está uma loja de ferragens, que mais tarde transformou-se em um moderno estabelecimento chamado Mundo Das Louças. Este, depois foi transformado no Banco Boavista. Hoje, nem imagino o que estará lá...
Foto da Flora.


Continuando pela Cardoso de Morais, pegando agora o lado esquerdo e em frente à Padaria do seu Belmiro, tinha a quitanda do seu Alípio e, ao lado, a loja que só vendia sabões.
Na foto, meus pais estão na varanda do apartamento em que morávamos e,  lá no fundo, no canto direito,  aparece um pedacinho da Praça das Nações e o lindo prédio que  ia da Av. Nova Iorque até a Av. Guilherme Maxwell. A rua que aparece é a  última que citei.  Sempre gostei desse edifício...
 Mais para a frente ficava a Escola Almirante Barroso, uma casa pequena de frente de rua, onde estudei a 1ª e a 2ª série primária. Pertencia à dona Mariazinha.
Quase na esquina da Rua Bias Fortes estava o armarinho de nome interessante: A Pomposa.
Mais além, a loja que vendia flores, da dona Gracinda, onde minha mãe costumava comprar suas queridas flores para embelezar nossa casa.
Já na beirinha do Largo de Bonsucesso, a loja de tecidos da dona Arzelinda, que também era costureira e amiga de minha mãe.
Foto da Flora.




Em 1989, estava assim esse trecho da Cardoso de Morais, mas em épocas mais antigas,
logo após a Sapataria Elite, que era do meu tio e ficou famosa ao longo dos anos, com a direção do meu primo, ficava a pequenina loja do meu pai.
Margeando a linha férrea, vemos a Rua Dona Isabel onde, num terreno baldio eram armados os circos e parques de diversões.





















Aqui estou eu, na Av. Paris, em 1949. Interessante observar o carro e as casas.
Já maiorzinha, eu gostava de alguns trechos dessa rua, pois existiam árvores que lhe davam uma bela aparência. Também sempre gostei de um edifício baixo - talvez 3 andares - que fazia esquina com a Av. Bruxelas e possuia belas varandas. Outra construção que para mim tinha um quê de mistério era a entrada de uma vila que começava na Av. Paris, e descia até a Av. Nova York, tendo entrada pelas 2 ruas.
Foto da Flora.


 Ainda em 1949, ou 1950, durante o tempo em que moramos na Av. Paris, num dia de domingo meu pai foi comigo e com minha irmã dar um passeio até a "praia de Inhaúma", que ficava do outro lado da Av. Brasil. Nunca tomei banho de mar nessa praia, mas minha sogra contava que nos seus tempos de juventude era uma praia muito boa e era frequentada pelos moradores. A foto antiga registrou o momento, e esse acréscimo a essa postagem tão longa foi inspirado pelo comentário do Jayr, que lembrou da Praia de Inhaúma.
Foto da Flora.

  Duas fotos encontradas na net, acredito que da mesma época - 1957.
Rua Cardoso de Morais, e vê-se o Lotação, pequeno ônibus daqueles tempos. A Casa Chic, da qual pode-se ler o letreiro, era um armarinho completíssimo

Acho - não tenho certeza - que as pessoas sentadas no meio-fio, eram comerciantes que vendiam alimentos, nos dias de Feira. Observem que algumas usam um lenço na cabeça, típico das "baianas" que vendem doces. Lembro que usavam um fogareiro à carvão e assavam espigas de milho. Uma senhora está inclinada, como se estivesse perguntando o preço de alguma coisa.
Essa foto me fez "viajar" nas asas do tempo...

  Eu morei no edifício que aparece no fundo da foto.

Essa foto é da varanda do edifício que morei - Rua Cardoso de Morais 25 apartamento 301. Minha família (mais a empregada da casa), apertados na pequenina varanda.
Mas o melhor da foto é que aparece um pedacinho da rua,  o muro da linha do trem, e o morro lá atrás ! O ano: 1950 ou 1951.
Foto da Flora.
 Nessa foto, já mais perto da esquina, vemos o ponto de ônibus, e o Banco Boavista que inicialmente era aqui, antes de ocupar o lugar do Mundo das Louças. Onde eu estaria nesse dia de 1957, no momento que fizeram essa fotografia ? Já me procurei, mas não estou aí não...
Após o ponto de ônibus, ficava a loja das Mercearias Nacionais, seguida da loja Sued, que vendia roupas.

Essa é a visão que tínhamos da janela do nosso apartamento. A linha do trem, e a rua Uranos do outro lado. Quase aparece o colégio Santa Cruz, onde estudei, que estava na ponta direita da foto!
Foto da Flora.

Encontrei na net essa fotografia em que aparece o tradicionalíssimo Ao Nosso Restaurante, sinônimo de boa comida. Logo adiante, a Loja Modelo do Juquinha, outro marco do bairro.
Após o Juquinha, como era conhecida a loja, e fazendo esquina com a Praça das Nações comprida que margeia a linha do trem, existia um grande bar com sinuca nos fundos. Na frente, em pequenos nichos, um lugar onde vendia frutas e era do seu Domingos, pai da minha colega Palmira, e um engraxate daqueles de cadeiras bem altas.

Depois da esquina, mais adiante um pouco, estava o Armazém Leão, que tinha um grande leão "empalhado", que era o termo que usávamos na época. Um pouco assustador...
Continuando o caminho encontramos As Lojas Brasileiras, O Lar Feliz, e um armarinho.
Nesse ponto a calçada fazia uma curva formando uma "bacia", e nesse trecho estava a Farmácia Vitória.
Na esquina, encontrávamos a Av. Paris. E, no outro lado da "bacia", estava o Cinema Paraíso, que aparece no lado esquerdo da foto e é a construção de 2 andares.
Só restaram as fotos e as lembranças...

Na Praça das Nações comprida, (pois a outra era arredondada), o belo chafariz com a Mulher da Luz, escultura que foi roubada recentemente !!!
Nessa foto mais recente, onde os ônibus estão, era, nos tempos idos, o lugar dessas lojas que citei acima.

Av. Nova York e o carro antigo. Morei nessa casa onde está o carro, porém em época posterior.
Como lastimo não possuir mais fotos desses lugares que fizeram parte da minha vida e por onde caminhei durante tantos anos...

Ofereço essa postagem carregada de recordações para meu amigo Filipe, saudosista inveterado e que vive suspirando de saudade dos tempos idos.

Em 15/8/17, reencontrei uma colega de infância, que estudou, como eu, no Colégio Almirante Barroso, da Dona Mariazinha, que ficava na Rua Cardoso de Morais, perto da Rua Bias Fortes!
Ela é a Esmeralda, filha do seu Belmiro da padaria! Também estudamos acordeon com a D. Lúcia.  Isso nos anos 50...
A Esmeralda me encontrou porque uma pessoa leu essa postagem sobre Bonsucesso e a avisou !
Esmeralda e seu marido vieram me visitar em São Lourenço, e foi ótimo relembrarmos tantas coisas, pessoas, lugares, de um Bonsucesso que não existe mais !
Ela me lembrou de uma carvoaria, na esquina da Av. Guilherme Maxwell com Av. Bruxelas, que eu não lembrava mais.  E a carvoaria ainda existe ! Que bom !!!

Na foto, a Esmeralda e o Normando.
Foto da Flora.



PS: essa postagem está ficando como obra de igreja: inacabada, pois a cada dia acrescento mais alguma informação. O que começou como um simples recordar meu bairro, acabou transformando-se num compêndio sobre Bonsucesso dos tempos idos !

segunda-feira, 30 de maio de 2011

FLORES DE MAIO

Com Maio - mais para o finzinho, é verdade - o frio chegou com vontade ! Mas o sol é quentinho e gostoso e a vontade é ficar lá fora. Flores, pouquinhas, aqui em casa e pela cidade. A Dombéia está abrindo seus botões mas só em Junho estará bonita.

No Parque das Águas o Ipê Rosa mostra algumas flores. Essa foto tirei há alguns dias e hoje uma amiga me disse que a árvore está bem florida. Vou voltar lá para conferir.

Aqui em casa, poucas flores colorem o sempre-presente-e-imenso verde.
A Bananeira-de-Jardim mantém essas belezas para ajudar na cor do jardim.

O Bico-de-Papagaio é companhia amiga durante muito tempo ! O problema é que as flores estão lá no alto e não consigo fotografá-las.

A Tagete-mini já está se despedindo do jardim e de mim.
Os Antúrios continuam floridos - aliás, eles dão flor quase o ano inteiro !
A Flor-de-Maio está muito tímida, com poucas flores.

Estou sonhando com épocas mais floridas, que logo vão chegar...

Foto do blog do Nelio: http://nelio-pequenosnadas3.blogspot.com/


sexta-feira, 27 de maio de 2011

ROTEIROS MÁGICOS

Deixo hoje com vocês mais uma postagem do meu blog São Lourenço - Caminho das Águas, num texto de 2009. É muito interessante essa "coisa mágica" que existe por aqui. Apreciem.

Fugindo dos roteiros tradicionais, podemos encontrar uma infinidade de opções diferentes e cativantes para satisfazer aqueles turistas sonhadores que vivem à procura de lugares magnéticos onde possam exercitar sua sensibilidade. São Lourenço é um desses lugares.

É voz corrente a magia que existe em São Lourenço, e que ninguém sabe explicar exatamente o que é. Para alguns entendidos, a magia de São Lourenço está na junção da água com os cristais.

Suas 8 fontes de águas minerais podem ser responsáveis pela magia da cidade ? Para alguns essa energia pode ser atribuída aos minérios e elementos debaixo da terra.

"A água da Fonte Gasosa é indicada para distúrbios renais, digestivos e em certos tipos de intoxicações. A água dessa Fonte é engarrafada e industrializada."

"Ninhos", são locais onde a incidência de ovnis é frequente. São Lourenço é um desses lugares, e existem muitas histórias sobre essas aparições. Estariam os ET'S buscando auxílio em nossas águas minerais ?

"A água da Fonte Primavera é utilizada para o tratamento de anorexia, anemia e astenia."

Existem vários lugares no Planeta onde o homem pode preencher seu vazio existencial e encontrar seu caminho interior.
São Lourenço é confirmado como um desses pontos fortes.

"Na Fonte Magnesiana a água é indicada para problemas hepáticos e da vesícula biliar, e em certas alterações do intestino grosso.
Na Fonte Alcalina o uso é para úlceras gastroduodenais, dando grande alívio na hipercloridria, e tem grande indicação no uricenía, auxiliando na eliminação do ácido úrico e cálculos renais".

O triângulo formado por Minas Gerais, Bahia e Goiás detem uma "força vibratória".

"A Fonte Ferruginosa, por possuir alto teor de ferro, sempre foi indicada para as crianças, prevenindo a anemia."

Estudiosos de assuntos energéticos e ufológicos consideram São Lourenço como um dos lugares onde existe uma vibração mais positiva.

"O gás expelido pela Fonte Sulfurosa é usado em casos de sinusite e problemas respiratórios."

Os Roteiros Mágicos podem causar efeitos inesperados nos viajantes capazes de captar o magnetismo e a energia de um local.

"A água da Fonte Vichy é utilizada em problemas gástricos, da vesícula biliar e problemas renais."

Existe uma série de pontos energéticos no planeta, também chamados de Chakras da Terra, baseados nas correntes magnéticas positivas ou negativas.

"A água da Fonte Carbogasosa é utilizada no tratamento da hipertensão, depressão e estresse."

Os cristais de quartzo fazem parte de uma tradição muito antiga e podem nos fazer entrar em contato com forças poderosíssimas do Universo.

"Em São Lourenço existem alguns locais onde podem ser adquiridos cristais de excelente qualidade."


Toda essa magia existe em São Lourenço, mas somente aparece para pessoas que estão com sua percepção aguçada e em profunda ligação com a Mãe Terra.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

AS GRAÇAS DA ESTAÇÃO

Existem lugares que são muito citados e mostrados por aqui, mas a razão é óbvia: eles ficam no meu trajeto para a cidade e, logicamente estão sempre no alvo da minha câmera fotográfica !
O Bairro da Estação é um desses lugares e sempre estou por lá em busca de novidades.

No meio da Praça da Estação existe uma árvore monumental, uma Figueira (Ficus Macrophylla) que espalha suas raízes formando uma verdadeira escultura verde.

Qual cobras gigantes elas caminham pelo gramado !

Na paz da praça tranquila, a árvore, o Quiosque e a criança.

Em frente à nostálgica Estação Ferroviária, a charrete aguarda os passageiros. Linda imagem, mas eu tenho muita pena dos cavalos...
E aqui vai mais um dos meus inúmeros questionamentos: por que esses animais que viviam livres correndo pelas campinas, precisam andar com antolhos, que os obrigam a olhar somente para a frente ; atrelados à alguma coisa; com rédeas para manobrar sua vontade e ferros na sua boca? Em Nova York existe um movimento contra o uso de charretes. Veja aqui:http://estrelando.r7.com/series/nota/nua:_kristen_johnston_posa_em_cima_de_cavalo-
Link
O bonito casarão azul é atualmente uma escola. Tenho uma foto de 1953 onde ele aparece no fundo. No seu jardim, um Ipê amarelo ilumina a rua com sua florada de agosto. Veja aqui, na 2ª foto da postagem:http://pousodolourenco.blogspot.com/2008/08/ip-amarelo-o-sol-de-agosto.html

LinkO Coreto da Estação não é muito antigo, pois foi construído em 1984, como podem ver na placa.

E assim vou eu, buscando as graças dessa pequenina cidade onde vivo. Em cada lugar, tendo olhos de ver e ouvidos de ouvir, pode-se encontrar alguma coisa interessante.

domingo, 22 de maio de 2011

A MAGIA DAS CORES - Preto

"O preto é uma não-cor, pois é a ausência delas. O negro é a cor do solo, e é ligado às trevas, à noite, ao inconsciente, ao desconhecido, à terra. Entretanto, isso não quer dizer que seja uma cor má".

"Para algumas pessoas existe a crença (característica da cultura ocidental) de que é ruim usarmos o preto. Um dos motivos mais fortes para a fixação dessa crença é o fato de que as antigas curandeiras e parteiras das aldeias européias usavam as roupas pardas e negras características das populações pobres e sem recursos de higiene.
Quando, a partir da Idade Média, os padres e os médicos ligados às classes dominantes desencadearam a violenta campanha de destruição dessas concorrentes profissionais, a única forma de desacreditá-las junto ao povo foi associá-las - e ao seu modo de se apresentar - ao demônio cristão, ao qual ficou ligada a cor negra como símbolo do mal".

Foto: lindo menino negro com expressivos olhos pretos. (net)

"O preto é a cor dos Orixás da morte e do destino, como Omulu e Exu.
O negro puxa para a terra e dá uma sensação de peso e de imobilidade.
Um objeto preto não reflete qualquer luz para o ambiente, mas absorve todas as cores - ele é como uma esponja que chupa energia do exterior. Essa energia precisa ser armazenada de alguma forma".

Foto: a turmalina preta (net), protege de energias negativas. Leia mais aqui:
http://cristaldecura.blogspot.com/2011/01/turmalina-preta.html

"Ao ser incorporada aos átomos do objeto, o aumento de energia é sentido como calor. Experimente usar uma blusa preta, mesmo que seja de tecido fino, para andar ao sol. Você sentirá mais calor do que se estivesse usando uma blusa clara mais grossa, pois toda a luz solar que atinge você é absorvida pela roupa. No Inverno, essa característica da roupa preta pode ser muito útil".

Foto: casaco de veludo astracã, que era da minha avó e ficou para mim.

"Um uso comum do preto como concentrador de energia é feito nos sistemas de captação de energia solar para aquecimento de água ou em fornos solares. Em ambos os casos, o encanamento de água (ou o recipiente para o alimento a cozinhar ou secar) fica contido dentro de uma caixa metálica revestida de material isolante (lã de vidro e madeira) e com uma tampa de vidro. Para nada desperdiçar da energia que atravessa o vidro, o metal é pintado de preto. Como o material isolante não deixa o calor irradiar para o ambiente, ele se concentra no interior da caixa, onde a temperatura pode atingir níveis suficientes para assar um pão".

Foto: jabuticaba, fruta pretinha.


"E qual seria a razão do possível efeito da lingerie preta sobre a vida sexual dos casais ? Uma hipótese a esse respeito é que, como a roupa preta acumula mais energia do que qualquer outra, a mulher, ao vestí-la, se sente mais quente e ativa; para o homem, a roupa preta pode indicar que a mulher está assim e, por isso, ele também se sente mais bem disposto e excitado. Desta forma, juntam-se os efeitos físico e psicológico para que a roupa preta seja excitante para quem a usa e para quem a vê".

Foto: belíssimos cabelos negros. (net)

"É importante compreender os prós e os contras do preto. Sendo a "cor" que absorve o máximo de energia, a roupa preta é adequada para determinadas situações em que a pessoa precisa absorver e acumular muita energia. Este é o caso de operações mágicas em que a pessoa precisa concentrar muita energia para compensar a que perde em projeções e curas. Estes magos costumam usar roupas pretas e tapetes ou calçados de material isolante para não dispersar energia pelos pés".

Foto: o gato Preto.

"Talvez a tradição do uso de roupas pretas no luto, nas regiões frias da Europa, tenha se originado da percepção intuitiva de que essa cor compensaria o estado de depressão e esgotamento causado pela tristeza da perda.
Entretando, o preto é uma faca de dois gumes. Usando o preto, a pessoa fica totalmente sem barreiras; absorve tudo o que vier do ambiente, seja benéfico ou não. A maneira como esse problema é resolvido pelas pessoas experientes no uso da energia corporal e ambiente, é criando uma barreira seletiva, um filtro energético, canalizando a vontade pessoal ou do grupo para impedir a absorção de forças indesejáveis".

" Em geral, este processo de concentração da vontade é simbolizado pela visualização de um círculo protetor de luz dourada, prateada ou branca, que é criado antes de a pessoa começar seu trabalho energético e desfeito no final da atividade".

Foto: a imponência de um cisne negro. (net)

Texto baseado no livro de Eneida Duarte Gaspar - CROMOTERAPIA, Cores para a vida e para a saúde.