Flores na cor da Quaresma, enquanto a Páscoa não chega.



Hoje Roberto Carlos completa 70 anos. Apreciem uma de suas canções.



PARTICIPANDO DA BLOGAGEM COLETIVA "FASES DA VIDA" - Infância, escolhi para relembrar aqui, a Páscoa da Minha Infância, texto que já fez parte da Blogagem Coletiva do blog Aldeia da Minha Vida. Veja aqui.
Tirei alguma coisa, acrescentei outras.
Tímida, porém “falando pelos cotovelos”; alegre, embora preocupada e séria; rebelde, mas respeitadora, eu vivi minha infância de filha mais velha de 4 irmãos entre leituras que me mostravam mundos encantados, e filmes românticos que me faziam sonhar com o amor e a felicidade.
Nos tempos da minha infância, lá pelos longínquos anos 50, as modas e costumes do período quaresmal eram muito diferentes dos dias atuais. Dias de seriedade, tardes melancólicas, normalmente cinzentas, pesadas. Na Sexta-Feira Santa, havia um respeito e uma tristeza no ar, como se o tempo estivesse parado e todo o sofrimento do Senhor esparramado sobre a humanidade silenciosa. Aceitávamos aqueles dias em que o rádio só tocava música sacra ou clássica, e esperávamos pacientemente que dias melhores chegassem.
E o Domingo de Páscoa chegava, para quebrar o jejum de alimento e alegria !
E as crianças esperavam ansiosamente pelos ovos de chocolate, presente que não podia faltar naquela data festiva.
Seguindo uma tradição, talvez portuguesa, os padrinhos eram os responsáveis por presentear com a guloseima tão esperada.
E quanto mais "rico" fossem os padrinhos, maior seria o ovo recebido !
Ora, na minha família, também seguindo antigas tradições, eu como filha mais velha, tinha como padrinhos meus avós maternos - Adelino Tavares e Olívia Marques Tavares, o ramo da família vinda da região de Aveiro. Meu avô, como ele sempre dizia, não era rico nem pobre e sim, remediado. Assim sendo, meu ovo de Páscoa era pequeno e discreto, também remediado.
Meus 3 irmãos tinham como padrinhos os tios, irmãos do meu pai - mesmo porque minha mãe era filha única. E esses tios eram mais abonados. Portanto, meus irmãos ganhavam ovos bem maiores que o meu...
Como uma criança lida com esses apelos mundanos ? Confesso que não era fácil para mim, ver os lindos e grandes ovos que meus irmãos ganhavam e compara-los com o meu pequenino. Mas o carinho e cuidado que eu tinha para com meus avós velhinhos e que me amavam muito, fazia com que eu superasse o "trauma do ovo pequeno", e festejasse a Páscoa com a alegria pura e ingênua de um tempo em que o Ser era mais importante do que o Ter.
Doces lembranças de pessoas que passaram por nossa vida, fizeram parte da nossa infância, mas que já partiram para outros planos.
Para meus avós queridos, o agradecimento pela carinho e atenção que sempre me dedicaram.
Para meu primo, a saudade dos tempos de infância em que brincávamos e brigávamos alegremente.
1- Apesar de também usar sabão em pó, uso bastante o sabão em barra, pois lavo as roupas quase todas no tanque, e aproveito o sol para quarar e secar. Reutilizo a água com sabão para lavar pano de chão e depois jogo-a na terra, para aguar as plantas.
2 - Só passo a roupa que realmente precisa ser passada à ferro.
3- Continuo usando lâmpadas incandescentes (veja aqui porque), mas economizo deixando somente acessos os cômodos que estão sendo ocupados.
4- Uso coador de café de pano, assim como os panos de limpeza. Estes são reutilizações de toalhas ou outras peças de roupa.
5-Fazendo compras, levo minhas sacolas ou trago as compras em caixas de papelão que depois são doadas para catadores.
6- Estou usando lanterna recarregável, para evitar o uso de pilhas. Aqui na roça, as lanternas são objetos de 1ª necessidade e muito usadas. As pilhas estou colocando (há anos !) em garrafas plásticas aguardando que sejam recolhidas por empresas responsáveis pelo seu descarte. Mas já pensei que, se o plástico dura uma eternidade, essas garrafas cheias de pilhas talvez pudessem servir como “tijolo” em algum tipo de construção... Será ?
7- Não uso produtos para limpeza de forno, pois são tóxicos. Substituo por água quente e palha de aço.
8-Na cozinha, não uso detergente e sim sabão em barra e água fervendo, quando é preciso tirar gordura. Não uso desinfetantes, nem esses mil produtos para limpeza que existem no mercado.
9-Não uso copos de plástico para as festinhas. Quando compro geléia, escolho as que estejam em copos de vidro que depois serão reutilizados.
11- Não tenho forno de microondas, usando o velho e tradicional forno do fogão à gás para preparar e aquecer alimentos.
12- Guardo os papéis e caixas de presente, e reutilizo.
13-Separo meu lixo assim: os reciclavéis ( plástico, papel, vidro, metal) são doados para catadores, o orgânico (restos de cozinha, cascas, folhas) vão para o quintal virar composto para plantas. Resta um mínimo de lixo-lixo, que é encaminhado para a coleta da Prefeitura.
14- Não queimo folhas secas, pois esse hábito além de poluir o ar, ainda é um desperdício de matéria orgânica tão necessária para a saúde das plantas.
15- Não tenho condicionador de ar, nem ventilador. Herdei um aquecedor de ambiente, mas praticamente não uso pois consome energia e resseca o ar. No lugar dele uso saco de água quente para aquecer a cama, os pés, as mãos. Mas, por não estar encontrando os tais sacos à venda por aqui, passei a usar as garrafas pet de refrigerante (eu não tomo refrigerante, mas meu filho sim!) e acostumei muito bem com elas ! E a água se mantém quente por muito tempo. Fiquei feliz por encontrar uma reutilização para essas "vilãs" do meio ambiente !
16- Para limpar vidros, uso papel (jornal) molhado.
17- Não uso perfumadores de ar, preferindo essências e óleos naturais em rechaud ou lâmpadas, e incensos.
18--Carro é lavado com balde de água e pano velho.
19- Não compro água engarrafada, e uso o bom e saudável filtro de barro.
20- Só compro o que é realmente necessário, fugindo de modismos e compras por impulso.
Número de animais mortos no mundo pela indústria da carne, leite e ovos, desde que você abriu esta página. Esse contador não inclui animais marinhos, porque esses números são imensuráveis.