Não é preciso percorrer grandes distâncias para experimentar e sentir a
diversidade ambiental brasileira. Muitas capitais do país possuem
parques e museus ecológicos, jardins botânicos e zoológicos, entre
outros atrativos que revelam nossa diversidade natural.
O contato de
adultos e crianças com estas experiências, além de uma opção saudável de
entretenimento, promove consciência e educação ambiental.
Mundo afora, a visão ecológica/cultural enriquece as opções de turismo, melhorando e embelezando as cidades. Bom para o turista, melhor para o morador !
TURISMO FLORAL é uma opção ambiental, percorrendo ruas e praças das cidades para observar a florada das árvores ao longo do ano.
Em S. Lourenço - MG - Agosto e Setembro são meses de apreciar a beleza dos Ipês Amarelo.
O Jardim Botânico de Curitiba (PR) esbanja beleza com seus jardins
geométricos e sua estufa de três abóbodas, cartão-postal da cidade. Ele
abriga plantas características da floresta atlântica brasileira e ainda
possui trilhas em bosque de araucárias, lago e quadras esportivas.
Dentro do jardim, o Museu Botânico Municipal possui um herbário com 310
mil plantas, o maior em número de gêneros e famílias de plantas no
Brasil. No ano passado, cerca de 1 milhão de turistas visitaram o
local.
Leia Mais:http://viagem.estadao.com.br/noticias/geral,calmos-jardins-e-palacios-historicos-desaceleram-seul-imp-,879339
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Siga @Estadao no Twitte A iniciativa na cidade de Seul é considerada uma referência mundial em
humanização de cidades. Além da despoluição das águas, o projeto ainda
conta com a construção de parques lineares que devolveram o contato das
margens do rio aos moradores.
Leia Mais:http://viagem.estadao.com.br/noticias/geral,calmos-jardins-e-palacios-historicos-desaceleram-seul-imp-,879339
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Parques e jardins
cobrem uma extensa área de muitas flores e fontes luminosas
que cobrem a generosa água de Poços de Caldas, também
conhecida por "Cidade das Rosas", que tanto nas
fontes como nos banhos, revelam eficazmente o seu poder terapêutico
a várias enfermidades.
No Festival de Pátios Floridos, que é realizado desde 1918, casas do centro histórico de Córdoba, na Espanha, abrem
suas portas para que os visitantes possam conhecer seus pátios cobertos
de vasos de flores do chão até o teto.
http://jornalmaisnoticias.com.br/turismo-ecologico-nas-cidades-e-boa-opcao/
http://g1.globo.com/turismo-e-viagem/noticia/2013/05/festival-de-patios-floridos-colore-cidade-do-sul-da-espanha-em-maio.html
sexta-feira, 7 de agosto de 2015
terça-feira, 7 de julho de 2015
EM SE PLANTANDO TUDO DÁ...
Por que não podemos ter árvores frutíferas nas cidades, embelezando ruas e praças ?
Sempre que faço essa pergunta, recebo muitas respostas mostrando os problemas e perigos das frutas...
Pesquisando o assunto, encontrei vários textos onde os comentários eram de alegre surpresa e muita aceitação.
Vejam como é possível e interessante ter árvores frutíferas nas cidades.
Árvores frutíferas mudam o cenário da capital mineira e população aproveita a fartura.
Além de ser conhecida como cidade jardim, Belo Horizonte tem feito jus a outro título: o de cidade pomar. Isso porque em ruas e avenidas da capital, as árvores estão com um motivo a mais para chamar atenção. São goiabeiras, mangueiras, pés de acerola, coqueiros e outras plantas que, além de mudar a paisagem de BH, têm feito a alegria dos amantes das frutas.
As goiabeiras estão por todo lado. Mas são as mangueiras que imperam na Região Centro-Sul.
Um dos cartões-postais de Belo Horizonte também virou ponto pra ‘chupar manga no pé’. Na orla da Lagoa da Pampulha, mangueiras compõem a paisagem da Igreja São Francisco de Assis.
São pelo menos dez mangueiras que forram o chão da praça de frutos. O espaço está cercado por tapumes para obras, mas, segundo funcionários da prefeitura, todos os dias há quem peça para entrar e levar um pouco das muitas mangas que carregam os galhos
O gerente de posto de gasolina cedeu ao pedido da mulher, grávida, e pediu autorização para entrar na área cercada. Saiu de lá com uma caixa com 33 mangas.
“Acho legal ter árvores frutíferas pela cidade. Sou do interior e na minha casa, em Conselheiro Lafaiete, há seis tipos de espécies frutíferas”, contou.
Por outro lado, há quem passe despercebido pelas frutíferas que colorem a cidade. O estudante de relações públicas Gustavo Estevão de Andrade, de 20 anos, passa diariamente pela Avenida Antônio Carlos, mas nunca havia dado conta que duas mangueiras enfeitam o corredor do BRT, na altura do número 4.000. “Realmente elas fazem a diferença e deixam a cidade mais bonita”, afirmou.
Mas é bom aproveitar enquanto se pode. O plantio de árvores frutíferas é proibido em vias públicas de Belo Horizonte desde 2010, por meio de resolução municipal.
“A medida foi tomada para evitar acidente, já que recebíamos muitas reclamações de queda das frutas sobre veículos e pessoas na rua”, explicou a gerente de Áreas Verdes e Arborização da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Joseana Toledo.
Ela ressalta a importância das frutíferas para a cidade e diz que elas garantem a manutenção da fauna, especialmente de pássaros, e promove a disseminação de sementes. E explica a causa do colorido da cidade. “De modo geral, elas têm épocas de floração e frutificação diferentes, mas muitas dão frutos no verão”, afirmou. Ainda segundo a gerente, caso a legislação não mude daqui para frente, a cidade não terá mais nenhuma espécie deste tipo a ser plantada.
,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,
Existem tantas formas de perigo no dia a dia de nossas vidas mas, para algumas pessoas, as árvores são o maior perigo que existe, e especialmente as frutíferas...
http://www.em.com.br/app/noticia/gerais/2014/12/05/interna_gerais,596588/arvores-frutiferas-mudam-o-cenario-de-bh-e-populacao-aproveita.shtml
Sempre que faço essa pergunta, recebo muitas respostas mostrando os problemas e perigos das frutas...
Pesquisando o assunto, encontrei vários textos onde os comentários eram de alegre surpresa e muita aceitação.
Vejam como é possível e interessante ter árvores frutíferas nas cidades.
Árvores frutíferas mudam o cenário da capital mineira e população aproveita a fartura.
Goiabeiras, mangueiras, coqueiros e pés de acerola fazem muita gente parar, matar a fome e até encher sacolas para levar para casa
Além de ser conhecida como cidade jardim, Belo Horizonte tem feito jus a outro título: o de cidade pomar. Isso porque em ruas e avenidas da capital, as árvores estão com um motivo a mais para chamar atenção. São goiabeiras, mangueiras, pés de acerola, coqueiros e outras plantas que, além de mudar a paisagem de BH, têm feito a alegria dos amantes das frutas.
As goiabeiras estão por todo lado. Mas são as mangueiras que imperam na Região Centro-Sul.
Um dos cartões-postais de Belo Horizonte também virou ponto pra ‘chupar manga no pé’. Na orla da Lagoa da Pampulha, mangueiras compõem a paisagem da Igreja São Francisco de Assis.
São pelo menos dez mangueiras que forram o chão da praça de frutos. O espaço está cercado por tapumes para obras, mas, segundo funcionários da prefeitura, todos os dias há quem peça para entrar e levar um pouco das muitas mangas que carregam os galhos
O gerente de posto de gasolina cedeu ao pedido da mulher, grávida, e pediu autorização para entrar na área cercada. Saiu de lá com uma caixa com 33 mangas.
“Acho legal ter árvores frutíferas pela cidade. Sou do interior e na minha casa, em Conselheiro Lafaiete, há seis tipos de espécies frutíferas”, contou.
Por outro lado, há quem passe despercebido pelas frutíferas que colorem a cidade. O estudante de relações públicas Gustavo Estevão de Andrade, de 20 anos, passa diariamente pela Avenida Antônio Carlos, mas nunca havia dado conta que duas mangueiras enfeitam o corredor do BRT, na altura do número 4.000. “Realmente elas fazem a diferença e deixam a cidade mais bonita”, afirmou.
Mas é bom aproveitar enquanto se pode. O plantio de árvores frutíferas é proibido em vias públicas de Belo Horizonte desde 2010, por meio de resolução municipal.
“A medida foi tomada para evitar acidente, já que recebíamos muitas reclamações de queda das frutas sobre veículos e pessoas na rua”, explicou a gerente de Áreas Verdes e Arborização da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Joseana Toledo.
Ela ressalta a importância das frutíferas para a cidade e diz que elas garantem a manutenção da fauna, especialmente de pássaros, e promove a disseminação de sementes. E explica a causa do colorido da cidade. “De modo geral, elas têm épocas de floração e frutificação diferentes, mas muitas dão frutos no verão”, afirmou. Ainda segundo a gerente, caso a legislação não mude daqui para frente, a cidade não terá mais nenhuma espécie deste tipo a ser plantada.
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Existem tantas formas de perigo no dia a dia de nossas vidas mas, para algumas pessoas, as árvores são o maior perigo que existe, e especialmente as frutíferas...
http://www.em.com.br/app/noticia/gerais/2014/12/05/interna_gerais,596588/arvores-frutiferas-mudam-o-cenario-de-bh-e-populacao-aproveita.shtml
segunda-feira, 6 de julho de 2015
SEMINÁRIO DE INVERNO - Julho de 2015.
Em 4 de Julho de 2015, no frio do Inverno sãolourenciano, mais um Seminário de Numerologia.
A paisagem é verde. As portas estão abertas.
A turma preparando-se para mais um dia mágico.
Gilberto e as informações preciosas.
Almoço no Jardim. Toalhas vermelhas para aquecer o ambiente.
Almoço Árabe.
Almoçando.
E as sobremesas.
A paisagem é verde. As portas estão abertas.
A turma preparando-se para mais um dia mágico.
Gilberto e as informações preciosas.
Almoço no Jardim. Toalhas vermelhas para aquecer o ambiente.
Almoço Árabe.
Almoçando.
E as sobremesas.
domingo, 7 de junho de 2015
EXISTE UM PLANO B ! Quem vai querer usá-lo ?
"Diz-se que uma
comunidade é sustentável quando satisfaz plenamente
suas necessidades de forma a preservar as condições para que as gerações
futuras também o façam. Da mesma forma, as atividades processadas por
agrupamentos humanos não podem interferir prejudicialmente nos ciclos de
renovação da natureza e nem destruir esses recursos de forma a privar
as gerações futuras de sua assistência".
Em 2009 as palavras e idéias de Lester Brown eram essas que apresento aqui. O que melhorou no planeta desde 2009 ? E o que piorou ?
Para Lester Brown, um dos mais importantes pensadores ambientais do mundo, a injeção de recursos dos governos norte-americano e europeus não será suficiente para tornar mais sustentável a combalida economia internacional. O momento urgente sugere um plano B. A transição para a sustentabilidade passa, segundo ele, por taxar atividades baseadas na queima de combustíveis fósseis, incentivar o desenvolvimento e uso de energias renováveis e, com isso, criar novos empregos. Em seu mais recente livro, “Plan B 3.0: mobilizing to save civilization” Brown mostra que evitar o declínio da economia significa impedir o colapso da civilização.
O material jornalístico produzido pelo Estadão é protegido por lei. Para compartilhar este conteúdo, utilize o link:http://sustentabilidade.estadao.com.br/noticias/geral,pre-sal-pode-tirar-brasil-do-rumo-certo-diz-lester-brown,458597
"O termo sustentabilidade aplicado à causa ambiental surgiu como um conceito tangível na década de 1980 por Lester Brown.
A definição acabou se tornando um padrão seguido mundialmente com algumas pequenas variações.
Uma das preocupações dos ecologistas é que o desmatamento continue na Amazônia, o que eventualmente fará com que a floresta comece a secar e fique vulnerável ao fogo natural, causado por raios, por exemplo. Se isso ocorrer, poderemos assistir ao completo desaparecimento da floresta tropical. O planeta teria uma paisagem muito diferente da que existe hoje. No lugar de densa vegetação, nasceria um ecossistema de savana ou talvez de deserto.
Estamos nos aproximando de um ponto em que o futuro da Amazônia está em xeque. E não vai demorar muito para chegarmos a um outro ponto, em que não seremos mais capazes de salvar o que restará da floresta. Nada, então, poderá ser feito. Isso será um desastre não apenas para o Brasil, mas para todo o mundo".
" O modelo mental por trás da crise financeira é o mesmo que criou a crise ambiental e a insustentabilidade da economia – em termos ambientais. Esse modelo valoriza o presente em vez de se expandir para o futuro. Isso nos leva não apenas a déficits econômicos –a parte central dessa crise – mas também aos déficits ecológicos, que são parte central da crise ambiental hoje vivida. Mudança climática, desmatamento, erosão do solo, colapso de algumas indústrias de pesca ou a queda de aqüíferos dizem respeito, de um jeito ou de outro, a déficits ecológicos. Em suas origens, a crise econômica mundial está muito ligada à crise ambiental que estamos experimentando já há algum tempo".
"O único modelo que pode salvar a civilização é aquele que satisfaz as necessidades atuais sem prejudicar a capacidade das futuras gerações atenderem as suas próprias. Se continuarmos, por exemplo, a queimar combustíveis fósseis em larga escala, aumentando a temperatura da atmosfera, as camadas de gelo da Groenlândia e da Antártida derreterão. Com isso, veremos um aumento enorme no nível do mar e, por conseqüência, um enorme caos. Em uma região como a Ásia, por exemplo, o derretimento dos glaciais nas montanhas do Himalaia, ao norte da Índia, ou do planalto do Tibete, alimentará os rios da região fora dos períodos das monções. Se essas camadas de gelo derreterem completamente com o aumento da temperatura, os rios desaparecerão na época de seca, prejudicando fazendeiros que dependem desses cursos d’água para irrigação. Isso não é apenas importante para países como a Índia e China, mas para todo o mundo, na medida em que poderemos viver a escassez de alimento em uma escala inimaginável".
"Acredito em ações locais. Muitos governos começarão a cortar rapidamente as emissões de seus países. Na Nova Zelândia, por exemplo, a primeira ministra Helen Clark tomou decisões importantes, independentemente de qualquer negociação internacional. Seu país se comprometeu a aumentar o uso de fontes renováveis para geração de energia elétrica dos atuais 70% para 90% até 2020. Também assumiu o compromisso de reduzir pela metade o uso de combustível para carros por habitante até 2040. Vai plantar cerca de 200 mil hectares de árvores, algo em torno de 31 árvores por habitante, número significativo para o seqüestro de carbono.
Os consumidores, têm um papel muito importante. No entanto, quando me questionam sobre o que podem fazer, quase sempre esperam que eu responda sobre mudanças no estilo de vida, sobre alterações no sistema de iluminação da casa ou no descarte adequado de lixo. Mas estamos agora em uma situação muito grave na qual necessitamos reestruturar rápido a economia global, principalmente a economia energética. E isso exigirá novas políticas econômicas.
Nós, do campo ambiental, falamos nas últimas décadas sobre salvar o planeta. Mas o que está em jogo agora é a própria civilização. Se quisermos salvar a civilização, precisamos nos tornar politicamente ativos e isso significa não apenas votar nas eleições, mas também atacar algumas questões importantes. Salvar civilizações não é um esporte para expectadores".
"Pela primeira vez na história da humanidade existem mais pessoas vivendo nas cidades do que fora delas. Em decorrência disso, estamos vivenciando crises em questões fundamentais como a mobilidade. As tecnologias de transporte funcionam em comunidades-modelo. Cresci em uma comunidade de fazendeiros onde sem os carros teríamos enorme dificuldade de locomoção. Mas à medida que os carros se multiplicam nas cidades, descobrimos que eles promovem, na verdade, a imobilidade. Em Londres, por exemplo, a velocidade média de um carro é menor do que a de uma carruagem do século 20. Ainda sim, investimos grandes quantias de dinheiro em carros que podem andar mais rápido. Por isso, as grandes cidades de países ricos e em desenvolvimento estão repensando os transportes.
A melhor alternativa é o transporte público rápido. A experiência do sistema de ônibus de Curitiba é um modelo inspirador para prefeitos de vários lugares do mundo".
http://rts.ibict.br/entrevistas/entrevistas-2009/lester-brown-pensador-ambiental-e-presidente-da-earth-policy-institute/
Em 2009 as palavras e idéias de Lester Brown eram essas que apresento aqui. O que melhorou no planeta desde 2009 ? E o que piorou ?
Para Lester Brown, um dos mais importantes pensadores ambientais do mundo, a injeção de recursos dos governos norte-americano e europeus não será suficiente para tornar mais sustentável a combalida economia internacional. O momento urgente sugere um plano B. A transição para a sustentabilidade passa, segundo ele, por taxar atividades baseadas na queima de combustíveis fósseis, incentivar o desenvolvimento e uso de energias renováveis e, com isso, criar novos empregos. Em seu mais recente livro, “Plan B 3.0: mobilizing to save civilization” Brown mostra que evitar o declínio da economia significa impedir o colapso da civilização.
O material jornalístico produzido pelo Estadão é protegido por lei. Para compartilhar este conteúdo, utilize o link:http://sustentabilidade.estadao.com.br/noticias/geral,pre-sal-pode-tirar-brasil-do-rumo-certo-diz-lester-brown,458597
"O termo sustentabilidade aplicado à causa ambiental surgiu como um conceito tangível na década de 1980 por Lester Brown.
A definição acabou se tornando um padrão seguido mundialmente com algumas pequenas variações.
Uma das preocupações dos ecologistas é que o desmatamento continue na Amazônia, o que eventualmente fará com que a floresta comece a secar e fique vulnerável ao fogo natural, causado por raios, por exemplo. Se isso ocorrer, poderemos assistir ao completo desaparecimento da floresta tropical. O planeta teria uma paisagem muito diferente da que existe hoje. No lugar de densa vegetação, nasceria um ecossistema de savana ou talvez de deserto.
Estamos nos aproximando de um ponto em que o futuro da Amazônia está em xeque. E não vai demorar muito para chegarmos a um outro ponto, em que não seremos mais capazes de salvar o que restará da floresta. Nada, então, poderá ser feito. Isso será um desastre não apenas para o Brasil, mas para todo o mundo".
“As corporações precisam reconhecer que
seu futuro é inseparável do futuro da civilização e que elas também são
responsáveis pela manutenção da vida na Terra. Devem, portanto,
contribuir com a construção de uma economia global sustentável. Sem isso, vamos enfrentar um colapso. Nenhuma companhia
terá lucro avançando na escalada rumo à destruição. Precisamos rever
rapidamente a economia global e particularmente a matriz energética por
meio de políticas econômicas que reestruturem taxas e pressionem o
mercado a contar a verdade ambiental”, ressalta o especialista.
A “verdade ambiental” a que se refere
Brown diz respeito à inabilidade do mercado em incorporar impactos
indiretos - também conhecidos como
externalidades - causados ao meio ambiente e à sociedade pelas
atividades econômicas. A inversão dessa lógica, que seria favorecer as
tecnologias e práticas mais limpas em detrimento das baseadas na queima
de combustíveis fósseis, representa uma oportunidade para criar novos postos de trabalho".
"Apresentar a visão de um futuro
sustentável e também os meios práticos para construí-la tem sido a
missão de Brown ao longo de 40 anos dedicados à militância ambiental. Em
1974, ele fundou o Worldwatch Institute, uma organização sem fins
lucrativos especializada na análise das questões ambientais globais. Em
1984, lançou a série de relatórios “O Estado do Mundo”. Traduzido para
as principais línguas, os documentos alcançaram status semi-oficial,
tornando-se uma espécie de “Bíblia” do movimento ambiental. Em 2001,
Brown criou a Earth Policy Institute, do qual ainda hoje é presidente. A
organização passou a disseminar informações na área ambiental
utilizando, como suporte, uma rede mundial de editores, principalmente na Internet.
Apesar de entusiasta do termo
desenvolvimento sustentável, Brown acredita que ele não seja muito
empolgante. Em sua opinião, a associação de aspectos sociais e políticos
à discussão - inicialmente apenas ecológica – esvaziou de certa forma o
sentido do conceito. “Ao se tornar tão ampla, a sustentabilidade passou
a significar pouco. O termo não mobiliza as pessoas”, ressalta Brown".
" O modelo mental por trás da crise financeira é o mesmo que criou a crise ambiental e a insustentabilidade da economia – em termos ambientais. Esse modelo valoriza o presente em vez de se expandir para o futuro. Isso nos leva não apenas a déficits econômicos –a parte central dessa crise – mas também aos déficits ecológicos, que são parte central da crise ambiental hoje vivida. Mudança climática, desmatamento, erosão do solo, colapso de algumas indústrias de pesca ou a queda de aqüíferos dizem respeito, de um jeito ou de outro, a déficits ecológicos. Em suas origens, a crise econômica mundial está muito ligada à crise ambiental que estamos experimentando já há algum tempo".
"O único modelo que pode salvar a civilização é aquele que satisfaz as necessidades atuais sem prejudicar a capacidade das futuras gerações atenderem as suas próprias. Se continuarmos, por exemplo, a queimar combustíveis fósseis em larga escala, aumentando a temperatura da atmosfera, as camadas de gelo da Groenlândia e da Antártida derreterão. Com isso, veremos um aumento enorme no nível do mar e, por conseqüência, um enorme caos. Em uma região como a Ásia, por exemplo, o derretimento dos glaciais nas montanhas do Himalaia, ao norte da Índia, ou do planalto do Tibete, alimentará os rios da região fora dos períodos das monções. Se essas camadas de gelo derreterem completamente com o aumento da temperatura, os rios desaparecerão na época de seca, prejudicando fazendeiros que dependem desses cursos d’água para irrigação. Isso não é apenas importante para países como a Índia e China, mas para todo o mundo, na medida em que poderemos viver a escassez de alimento em uma escala inimaginável".
"Acredito em ações locais. Muitos governos começarão a cortar rapidamente as emissões de seus países. Na Nova Zelândia, por exemplo, a primeira ministra Helen Clark tomou decisões importantes, independentemente de qualquer negociação internacional. Seu país se comprometeu a aumentar o uso de fontes renováveis para geração de energia elétrica dos atuais 70% para 90% até 2020. Também assumiu o compromisso de reduzir pela metade o uso de combustível para carros por habitante até 2040. Vai plantar cerca de 200 mil hectares de árvores, algo em torno de 31 árvores por habitante, número significativo para o seqüestro de carbono.
Os consumidores, têm um papel muito importante. No entanto, quando me questionam sobre o que podem fazer, quase sempre esperam que eu responda sobre mudanças no estilo de vida, sobre alterações no sistema de iluminação da casa ou no descarte adequado de lixo. Mas estamos agora em uma situação muito grave na qual necessitamos reestruturar rápido a economia global, principalmente a economia energética. E isso exigirá novas políticas econômicas.
Nós, do campo ambiental, falamos nas últimas décadas sobre salvar o planeta. Mas o que está em jogo agora é a própria civilização. Se quisermos salvar a civilização, precisamos nos tornar politicamente ativos e isso significa não apenas votar nas eleições, mas também atacar algumas questões importantes. Salvar civilizações não é um esporte para expectadores".
"Pela primeira vez na história da humanidade existem mais pessoas vivendo nas cidades do que fora delas. Em decorrência disso, estamos vivenciando crises em questões fundamentais como a mobilidade. As tecnologias de transporte funcionam em comunidades-modelo. Cresci em uma comunidade de fazendeiros onde sem os carros teríamos enorme dificuldade de locomoção. Mas à medida que os carros se multiplicam nas cidades, descobrimos que eles promovem, na verdade, a imobilidade. Em Londres, por exemplo, a velocidade média de um carro é menor do que a de uma carruagem do século 20. Ainda sim, investimos grandes quantias de dinheiro em carros que podem andar mais rápido. Por isso, as grandes cidades de países ricos e em desenvolvimento estão repensando os transportes.
A melhor alternativa é o transporte público rápido. A experiência do sistema de ônibus de Curitiba é um modelo inspirador para prefeitos de vários lugares do mundo".
http://rts.ibict.br/entrevistas/entrevistas-2009/lester-brown-pensador-ambiental-e-presidente-da-earth-policy-institute/
quinta-feira, 7 de maio de 2015
TEMPESTADES DE AREIA II
Antigamente,tempestade de areia era coisa de deserto ou de filmes! Nos tempos atuais elas estão se tornando rotina em muitos lugares do planeta, assustando, prejudicando a vida das cidades e até matando.
Mas como nascem as temíveis e terríveis tempestades de areia ?
Apesar de serem fenômenos naturais, as tempestades de areia podem acontecer com mais freqüência por causa da ação humana. O desmatamento e o esgotamento dos solos tendem a aumentar a área coberta pela areia. Aí, se a região tiver ventos fortes, o lugar torna-se propício para as tempestades. A situação é particularmente grave na China, onde violentas rajadas fazem as areias avançarem cerca de 3 mil quilômetros quadrados por ano, ameaçando soterrar 24 mil pequenas cidades e 30 mil quilômetros de rodovias nas próximas décadas.
A maioria delas aparece naturalmente, com o aquecimento da superfície dos desertos. Ao amanhecer, os raios solares esquentam o solo, fazendo com que a temperatura do chão pule de 30 ºC às 8 da manhã para 80 ºC ao meio-dia. Esse enorme aquecimento rompe a camada fria que existe nas primeiras horas do dia próximo ao solo e origina ventos de até 100 km/h. A quantidade de sedimentos que esses sopros podem transportar é impressionante. Somente no deserto do Saara, na África, estima-se que os ventos do deserto carreguem anualmente 260 milhões de toneladas de areia para outras regiões.
Desse total, cerca de 35 milhões de toneladas vão parar no oceano Atlântico. "A força do fenômeno é tamanha que as rajadas que sopram para o oeste levam grãos de areia até o arquipélago de Cabo Verde, a cerca de 500 quilômetros do litoral africano", afirma o geógrafo Roberto Verdum, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). A areia pára por aí, mas a poeira fina vai ainda mais longe: erguidas pelo vento, partículas de pó cruzam o oceano Atlântico e aportam nas Américas, trazendo junto grande quantidade de bactérias e fungos que podem prejudicar os ecossistemas locais.
Em 2011 eu já escrevi sobre esse assunto, impressionada que fiquei ao saber detalhes da grande tempestade de areia que na década de 30 abateu-se sobre o norte do Texas, Oklahoma, Novo Mexico, Colorado e Kansas, nos EUA.
http://floradaserra.blogspot.com.br/2011/05/tempestades-de-areia.htm
http://mundoestranho.abril.com.br/materia/como-surgem-as-tempestades-de-areia
Mas como nascem as temíveis e terríveis tempestades de areia ?
Apesar de serem fenômenos naturais, as tempestades de areia podem acontecer com mais freqüência por causa da ação humana. O desmatamento e o esgotamento dos solos tendem a aumentar a área coberta pela areia. Aí, se a região tiver ventos fortes, o lugar torna-se propício para as tempestades. A situação é particularmente grave na China, onde violentas rajadas fazem as areias avançarem cerca de 3 mil quilômetros quadrados por ano, ameaçando soterrar 24 mil pequenas cidades e 30 mil quilômetros de rodovias nas próximas décadas.
A maioria delas aparece naturalmente, com o aquecimento da superfície dos desertos. Ao amanhecer, os raios solares esquentam o solo, fazendo com que a temperatura do chão pule de 30 ºC às 8 da manhã para 80 ºC ao meio-dia. Esse enorme aquecimento rompe a camada fria que existe nas primeiras horas do dia próximo ao solo e origina ventos de até 100 km/h. A quantidade de sedimentos que esses sopros podem transportar é impressionante. Somente no deserto do Saara, na África, estima-se que os ventos do deserto carreguem anualmente 260 milhões de toneladas de areia para outras regiões.
Desse total, cerca de 35 milhões de toneladas vão parar no oceano Atlântico. "A força do fenômeno é tamanha que as rajadas que sopram para o oeste levam grãos de areia até o arquipélago de Cabo Verde, a cerca de 500 quilômetros do litoral africano", afirma o geógrafo Roberto Verdum, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). A areia pára por aí, mas a poeira fina vai ainda mais longe: erguidas pelo vento, partículas de pó cruzam o oceano Atlântico e aportam nas Américas, trazendo junto grande quantidade de bactérias e fungos que podem prejudicar os ecossistemas locais.
Em 2011 eu já escrevi sobre esse assunto, impressionada que fiquei ao saber detalhes da grande tempestade de areia que na década de 30 abateu-se sobre o norte do Texas, Oklahoma, Novo Mexico, Colorado e Kansas, nos EUA.
http://floradaserra.blogspot.com.br/2011/05/tempestades-de-areia.htm
http://mundoestranho.abril.com.br/materia/como-surgem-as-tempestades-de-areia
terça-feira, 7 de abril de 2015
TROCO LÂMPADAS NOVAS POR LÂMPADAS VELHAS!!!
Por favor, quem souber onde ainda tem para vender as velhas lâmpadas incandescentes de 100w, de 150w ou de 200w me informe, pois estou à procura delas...
Na década de 70 li em um jornalzinho esotérico, desses que eram encontrados nos restaurantes naturais, alguma coisa falando do mal que as lâmpadas fluorescentes causavam. Eu já não usava na minha casa, pois nunca gostei da sua luz estranha e fria.
O tempo passou, o mundo "evoluiu" e descobriu que as tais lâmpadas eram a salvação do Planeta !!!
Mas eu continuo, tal qual D. Quixote, lutando contra moinhos de vento... Não entendo porque as pessoas, o mundo inteiro, aceita uma nova ideia sem parar para pesquisar, analisar, tentar entender quem está ganha$do com isso !
Eu faço minhas pesquisas e confesso que muito pouco encontro quem fala contra as tais "lâmpadas econômicas". Aqui no blog eu já fiz uma postagem em 2010: http://floradaserra.blogspot.com.br/2010/09/troco-lampadas-velhas-por-lampadas.html
Mas quando encontro, é realmente assustador, como esse vídeo que acabei de ver e passo para vocês.
https://www.youtube.com/watch?v=7d2wCasGVB0
O título é: LUZES TÓXICAS - O LADO NEGRO DAS LÂMPADAS ECONOMIZADORAS.
COMO SEI QUE POUQUÍSSIMAS PESSOAS TERÃO O INTERESSE E A PACIÊNCIA PARA VER O VÍDEO, DEIXO AQUI ALGUMAS FRASES INTERESSANTES QUE RETIREI DELE:
- "Elas deveriam ser ambientalmente amigáveis, mas contém mercúrio!"
- "Elas consomem menos energia elétrica, mas ninguém pensa nos danos ambientais causados pelo mercúrio"
Holger Krahmer, membro do Parlamento Europeu apontou os possíveis efeitos adversos para o consumidor. Não é só o mercúrio, mas também a preocupação sobre os efeitos psicológicos e outros mais.
Enfim, mais uma vez, eu estou fazendo o que acho que posso, tentando mostrar o que descobri, na tentativa de, quem sabe, conseguir sensibilizar alguém nesse mundo de meu Deus...
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