TEIA AMBIENTAL em mês de Meio-Ambiente só pode falar da situação atual do Brasil nesse assunto. Encontrei a entrevista dessa engenheira agrônoma e concordei com ela. Vejam alguns trechos aqui:
"Para 5 de junho, que é Dia Mundial do Meio Ambiente, a presidente Dilma Rousseff anunciou o 1º pacote de medidas ambientais de seu governo: criação de duas reservas extrativistas, a homologação de seis terras indígenas e a inclusão de mais famílias na Bolsa Verde."

"Isso é pífio. É o mínimo, Reserva extrativista, por exemplo, é questão de reforma agrária.
Algo deveria ser feito em relação aos 75 anos do primeiro Parque Nacional, o de Itatiaia. Foi justamente em 14 de junho de 1937.
Mas, ao contrário, em janeiro, a presidente assinou a Medida Provisória 558. Isso altera os limites de três Parques Nacionais (o da Amazônia, de Campos Amazônicos e de Mapinguari), de quatro Florestas Nacionais e uma Área de Proteção Ambiental.
É assustador."
Maria Tereza Pádua, engenheira agrônoma, é da comissão mundial de Parques Nacionais da União Mundial para a Conservação da Natureza e do Conselho da Fundação "O Boticário" de Proteção à Natureza. Maria Teresa trabalhava com questões ambientais muito antes que a maioria das pessoas descobrissem a ecologia. Em 1968, participou da criação do Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal, uma autarquia do governo federal dentro do Ministério da Agricultura para tratar de meio ambiente. Também já fundou uma ONG, criou o Parque Nacional Grande Sertão Veredas e algumas reservas particulares de patrimônio nacional (RPPN).
"Hoje o tema ambiental está na boca de todo mundo. Nos anos 1960 éramos literalmente “quatro gatos” sem teto. Mas o entendimento continua sendo epidérmico e restrito aos mais educados.
Até houve os jovens que se manifestaram contra o novo Código Florestal, mas a maioria continua indiferente e deixa políticos comprados pelos grandes interesses privados fazerem o que querem, prejudicando a todos.
A ciência ainda não é respeitada nem escutada. Uma consequência grave da popularização da ecologia é que todos se acham doutores e juízes, mesmo sem nenhuma capacitação.
Há desrespeito com os pesquisadores e cientistas, como foi o caso do novo Código Florestal."

"Todas as sugestões da Sociedade Brasileira para o Progresso e Ciência (SBPC), da Academia Brasileira de Ciências (ABC) e de outras entidades científicas foram desconsideradas pelos políticos.
O homem tem que decidir se vai querer sobreviver como espécie na Terra ou não. E essa decisão tem que ser rápida, séria e abragente em relação a todos os problemas ambientais."

"O novo Código Florestal é uma bomba-relógio contra a área ambiental, contra os serviços ambientais que as áreas de proteção poderiam oferecer.
É um retrocesso com a aprovação de autoridades que estão mostrando seu descaso com o futuro dos nossos recursos naturais. Caiu a máscara de que nosso país é um exemplo de desenvolvimento sustentável.
Se a presidente Dilma tivesse vetado o Código Florestal, teria o aplauso do mundo."

"Em muitos países, a questão ambiental só passou a ser mais considerada quando se criaram os Ministérios do meio ambiente.
Isso mudou o status e aumentou o poder dos temas ambientais, dando a possibilidade de eles serem discutidos no mesmo nível que outros temas.
Da mesma forma, no nível internacional, é importante elevar o nível do Pnuma (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente), que é apenas uma agência da ONU.
Um novo órgão provavelmente vai criar mais burocracia dentro das Nações Unidas, mas pode facilitar as negociações de temas ambientais e aglutinar as propostas entre os países."

"Como avanço vejo, desde a Eco-92:
- uma maior conscientização popular, com o consequente espaço na mídia
- aumento do número de unidades de conservação estabelecidas por decretos ou leis, em níveis federal, estaduais e municipais
- maior participação do setor privado no estabelecimento e boa gestão das reservas particulares do patrimônio natural (RPPNs)
- criação de setores ambientais nas grandes empresas
- e novos cursos sobre o assunto em boas universidades.
Também evoluiu muito a reciclagens de lixos e as exigências ambientais para projetos de alto impacto ambiental.
Mas, o mais importante é que a sociedade está preocupada e envolvida com o tema, embora não exista ainda em nosso país educação e capacitação para fazer face aos problemas ambientais mais graves."
http://colunas.revistaepoca.globo.com/planeta/2012/06/04/%E2%80%9Cas-medidas-ambientais-do-governo-sao-pifias%E2%80%9D/ 
Entre erros e acertos vamos caminhando.
Eu continuo fazendo a minha parte, tentando acertar sempre, pois em questão de preservar o lugar onde moramos não existe meio-termo.
Nas fotos, belezas do meu espaço sempre verde, com exceção da 1ª foto que mostra os frutos da linda Paineira no bairro Estação.