Com o tempo corrido, só agora estou colocando minha participação na TEIA AMBIENTAL de Abril !
Para compensar a demora, deixo com vocês algumas palavras e idéias de uma pessoa que é um símbolo da sustentabilidade e preservação ambiental.
E fiquei feliz em ver que, segundo sua abalizada visão, o Brasil não está tão mal assim !
Doutor em Física, cientista, ambientalista, educador e ativista: este é Fritjof Capra, austríaco que escreveu O Tao da Física, O Ponto de Mutação, A Teia da Vida, As Conexões Ocultas, dentre outros livros que abordam temas relacionados à ecologia e sustentabilidade.De seus livros, meu preferido é o Sabedoria Incomum, onde mergulhei em conhecimentos nunca antes imaginados. Veja aqui Ponto de Mutação.
Ele pontua que em qualquer sistema vivo há relações de interdependência entre seus componentes, de cooperação generalizada, de reciclagem da matéria, tendendo sempre ao equilíbrio, mas que, no entanto, nossa economia e nosso sistema industrial são lineares.
Assim, para reverter este quadro, ele acredita que deve haver uma mudança de paradigmas, concebendo o mundo como um todo integrado, um conjunto de sistemas interconectados, e não como uma coleção de partes dissociadas.
"No Brasil, há muitas ONGs com que colaboro e vi que muitas delas estão no ativismo sério.
Vim ao Brasil pela segunda vez em 2003, estive no Fórum Social Mundial e vi no governo pessoas que havia conhecido dez anos antes como ativistas ambientais.
Foi o caso de Marina Silva. Embora o Brasil tivesse o foco no desenvolvimento econômico, havia nomes do meio ambiente no governo.
Vejo que, hoje, há mais espaço no Brasil para a sociedade civil bater na porta do governo" , diz ele.
Comparando com outros países, há um movimento muito interessante no Brasil. A relação com empresas é tradicional em quase todos os governos, e nem sempre para boas causas. Mas o assento da sociedade civil é mais raro, e isso está acontecendo aqui. Tente bater na porta de Washington como representante de uma ONG para discutir de igual para igual, aí você entenderá que o Brasil vive um momento de abertura. Nos Estados Unidos, há um bloqueio total."
Há biodiversidade preservada em larga escala ainda, é uma cultura criativa e há boa relação entre empresas, sociedade civil e governo, mais do que na maioria dos países que conheço.
Mas a agricultura, por exemplo, precisa fazer grandes mudanças. O Brasil está baseado na exportação de grãos, em monoculturas. Já se concluiu que esse modelo é insustentável. Uma agricultura orgânica, cultivada por pequenas comunidades e em pequena escala, não é melhor só para fazer bem ao meio ambiente. Ela demanda menos energia, é mais viável. Com o desafio das mudanças climáticas, é preciso ter um cultivo diverso. As monoculturas não vão sobreviver. "
"Não vamos resolver a crise financeira isoladamente. Não podemos resolver o problema da energia isoladamente, o da pobreza, ou da segurança alimentar. Estão todos conectados. E as soluções também precisam ser. A agroecologia, por exemplo, traz várias vantagens em geral. Usa menos energia, ajuda na redução de produção de combustíveis fósseis. Ajuda também no sistema público de saúde, já que, nos Estados Unidos, diabetes, doenças do coração e 40% dos cânceres estão relacionados com a dieta alimentar. Por fim, um solo orgânico é rico em carbono e evita a emissão de gases de efeito estufa. É uma solução sistêmica." Em 28 de março, às 18h30, no Centro de Convenções Sul América, no Rio de Janeiro, o Santander promoveu o Encontro de Sustentabilidade com Fritjot Capra, diretor fundador do Centro de Ecoliteracy em Berkeley, na Califórnia e um dos mais conceituados pensadores deNas fotos, imagens de paz e harmonia:
- o lindo lago do Parque das Águas e a Fonte Vichy ao fundo.
- as árvores cheias de garças ao cair da tarde.
- o casal idoso passeando de mãos dadas nas alamedas do Parque das Águas.
- o Jacu, ave grande que anda aqui no meu quintal e percebe-se no meio da folhagem.

