sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

SABORES, SONS E PERFUMES DE OUTRORA...

Lá estou eu novamente revivendo o passado, nesse desejo de afastar-me dos tempos atuais onde muitas vezes fico incomodada com os sabores, sons e perfumes que encontro por aí.

A Confeitaria Manon, no centro do Rio de Janeiro, era onde muitas vezes meus pais compravam nossos bolos de aniversário. E que bolo ! Massa de pão-de-ló e camadas de creme de manteiga, lindamente decorado com rosas do mesmo creme. Pelo menos é essa a imagem que ficou na minha lembrança. A Manon existe até hoje. Vejam aqui:
http://www.confeitariamanon.com.br/restaurante.htm

Confesso que não lembro exatamente como era o nosso rádio naqueles anos 50. Creio que seria mais ou menos como esse da foto, com a caixa em madeira. Nele eu, aos 6 anos, ficava ouvindo um programa com o Luís Gonzaga - o Rei do Baião, sucesso daqueles tempos antigos.

Matte Leão geladinho, delícia que aprecio até hoje !
Era da minha minha mãe essa caixa de madeira, embalagem do mate naqueles tempos idos.
Minha mãe era ainda solteira, e calculo que seja dos anos 30 ou início de 40. Meu pai envernizou a caixa e ela está bonita até hoje.
http://www.matteleao.com.br/

Encontrei essa à venda na net por $100,00 ! Dizem ser dos anos 30, mas é um pouco diferente da minha, inclusive na tampa, que é de correr.

O "trio maravilhoso Regina" : água de colônia, sabonete e talco, eram usados pela minha família e lembro especialmente da minha avó aspergindo um pouco do perfume ao colocar lençol limpo na cama.
Eu também faço isso, não com a água de colônia Regina, mas com outros perfumes que gosto.

Lembro que minha mãe gostava de um perfume argentino - Chambley - e, vez por outra, ela comprava um vidro da tal preciosidade.
Eu, apesar de gostar muito dos perfumes da Natureza, sou um pouco crítica com os perfumes criados pelo Homem. Perfumes muito fortes me dão dor de cabeça. E percebi que atualmente existem uns que são terríveis para mim !
De vez em quando recebo uns abraços extremamente perfumados de amigas que me deixam com vontade de trocar a roupa pois o perfume leva horas para desaparecer !!!

Ver a carrocinha amarela do "Sorvex Kibon" era despertar a vontade de tomar sorvete !
http://www.kibon.com.br/sobre-a-kibon

Meu preferido era o Ton-Bon de limão. E o Eski-Bon, lógico !

A garrafinha do Guaraná Caçula era na medida ideal para a sede dos anos 50 ! Sem exageros, sem desperdício.

http://www.guaranaantarctica.com.br/produtos/guarana-antarctica.aspx

E a da Coca Cola idem !!!
E não era em todas as refeições ou todos os dias que tomávamos refrigerantes !
Isso era coisa de festa ou datas especiais. Comedidamente, como era costume nos tempos antigos. Talvez por isso fosse mais esperado, valorizado e apreciado...

As passas, naquelas charmosas caixinhas vermelhas de papelão, eram muito apreciadas por minha irmã.
Essas caixinhas da foto que encontrei na net devem ser de plástico.


Nunca liguei muito para balas, ao contrário de grande número de crianças que conhecia. Mas as que eu gostava eram especiais. E também parcimoniosamente degustadas !
O Caramelo Toffee era meu preferido. Chic, fino, na linda embalagem marinho com bolinhas brancas, era um verdadeiro prazer gustativo !

Dessa bala nem lembro o gosto, mas a aparência é encantadora !

E a famosa Bala Boneco preferida por muitos, com seu formato diferente e a cor-de-rosa !

Outra lembrança encantadora é a da caixinha decorada com desenhos de crianças em trajes típicos, como os holandeses. Dentro, amendoins com uma cobertura crespinha, em cores suaves: branco, rosa. Não encontrei nada sobre esse produto na net. Alguém lembra dele ?

Meio mágico era a gelatina colorida, que meus pais compravam em pedaços, formando quadrados de várias cores. Esse produto existe até hoje, mas para mim já não tem a magia dos tempos idos...

Poderia ficar aqui por horas, relembrando os sabores, sons e perfumes dos anos 40 e 50 que, para mim, soam de uma forma mais suave, sem a intensidade e a pressa dos anos 2000...

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

PASSEANDO EM CAXAMBU

Num domingo manso e acinzentado, fui passear em Caxambu, cidade vizinha de que muito gosto e que já foi mostrada aqui:
http://floradaserra.blogspot.com/2008/11/caminhos-j-percorridos-caxambu.html
http://floradaserra.blogspot.com/2011/03/descobrindo-historia-de-avo-para-neto.html

Seu Balneário, localizado no aprazível Parque das Águas, é uma bela construção que não canso de admirar !
Construido em 1910, no estilo neoclássico, o Balneário é ricamente ornamentado com vitrais franceses.

Nessa foto muito antiga, vejam como era o Balneário de Caxambu. Pelas roupas, deve ser do final dos anos 1800 ou início de 1900 !!!

Detalhes preciosos embelezam a antiga construção que foi recentemente restaurada.

Azulejos e ladrilhos são portuguêses e ingleses.
Adoro essas guirlandas de flores nos azulejos !

E o que dizer desse magnífico piso em azul ?
Lindo !

Detalhes delicados de uma época romântica...

O esplendido vitral da enorme porta de entrada.

No Parque as fontes estão espalhadas pelos verdes jardins.

Fonte D. Pedro e a rica coroa.

São muito bonitas essas fontes antigas. Observem o teto pintado.

Outra fonte interessante, no caminho que leva ao lago.

Ladrilhos e grades são uma constante nessas construções.

Mais uma fonte !

Gosto muito de marquises de vidro !

Perto do Balneário, logo na entrada do Parque, está esse laguinho e sua Ninfa.

Rosas. Serão as antigas ?

Recantos verdes de muita paz.

Bela imagem desse agradabilíssimo Parque das Águas.

Fora do Parque, a Praça principal. E nela, essa beleza de coreto, agora decorado para o Natal.

Junto da Estação Rodoviária está o prédio da Estação Ferroviária, com seus arcos e o nome da cidade. Pena não existir mais o trem...

Mas na década de 1930, a Estação Ferroviária era assim !

A ponte da Praça tem a mureta imitando troncos. Será obra do Chico Cascateiro ?
Conheça a história do Chico aqui:
http://www.tanto.com.br/chicocascateiro.htm

Sentei nesse banco apreciando a serenidade do lugar...

Ruy Barbosa também andou por aqui em 1922. Será o mesmo banco, já que existem vários iguais no Parque ?

Mais um dia em que voltei no tempo...
Num tempo mais leve, tranquilo e belo.

sábado, 7 de janeiro de 2012

TEIA AMBIENTAL - Semeando Esperança.

Mais um ano que começa e a nossa TEIA AMBIENTAL continua espalhando seus fios verde-esperança por aí afora !!!

Resolvi repetir uma postagem de 2008, já que continuo sem tempo para grandes vôos literários. Naquele tempo, nem um mísero comentário recebi, apesar do texto ser muito bonito e inspirador. Espero que ele tenha sido lido por alguém... Caso contrário, aqui está a segunda chance !

domingo, 13 de abril de 2008

Li essa história há muitos anos e ela se tornou para mim num símbolo de esperança em dias melhores.

Já tirei cópias e distribui para amigos.
Agora, com o advento da Internet, vou distribuí-la aos sete ventos, como as sementes do velho francês.

Vejam essa linda história, mais completa e em animação, aqui:
http://www.youtube.com/watch?v=Klx8UBMRrMA&feature=youtu.be


O INCRÍVEL FRANCÊS QUE PLANTAVA FLORESTAS.

Esta é a história real da extraordinária epopéia de um
homem incomum, que sozinho plantou toda uma floresta de 33 km quadrados, como que assumindo para si, a tarefa que deveria ser distribuída por toda a comunidade.

Este homem, Elzéard Bouffier, morreu
desconhecido como a maioria dos homens mais esclarecidos que lutam para conscientizar a humanidade. Entretanto, deixou-nos como herança, além de uma maravilhosa floresta de carvalhos, um comovente exemplo de fé, dedicação e confiança no futuro.
De sua vida, só nos resta este de
poimento colhido por um viajante francês e publicado na revista da Associação de Preservação da Flora e da Fauna, numa adaptação de Maria Luiza Merkle:


“Em 1910 empreendi uma longa caminhada nas montanhas da Provença, em região ainda desconhecida pelos turistas, e qu
e não apresentava mesmo nada atraente, pois a terra era árida, seca, onde nada crescia alem da alfazema silvestre.
Atravessando o planalto, depois de três dias
de caminhada, eu me vi numa paisagem de incomparável deserto.
Acampando, procurei água para beber, de fon
te ou talvez de um poço antigo, pois umas ruínas ali davam a certeza de terem existido moradias.

Mas nada encontrei a não ser a solidão e um
vento que soprava com veemência, e por isso me vi obrigado a continuar a caminhada, carregando a barraca.
Após cinco horas de caminhada, sem encontrar á
gua, divisei ao longe um vulto que reconheci ser um homem – um pastor com umas trinta ovelhas deitadas ao seu redor, juntamente com um cão.
Compreensivo, adivinhando a minha sede de três dias, deu-me de beber de sua garrafa de campo, convidando-me mais tarde p
ara ir a sua casa.


Solitário, tendo perdido sua mulher e o filho, instalara-se nessa terra inculta, longe de povoados de gente em constantes rixas e inveja.

Dividindo uma sopa quentinha e gostosa entr
e nós dois, na refeição ele pouco falava e pude observar o seu jeito calmo, comedido, sua barba feita, a roupa com seus botões firmes, apesar de uns remendos quase imperceptíveis.
Ao redor, tudo limpo, em ordem, chão varrido.

Apesar de pouca fala, inspirava confiança. Depois da refeição, levantou-se e foi buscar um saquinho, despejando o seu conteúdo na mesa.
Eram bolotas (sementes) de carvalho, e el
e as foi examinando uma a uma com cuidado, separando as boas.
Depois sem mais conversa, foi dorm
ir em paz.

Na manhã seguinte perguntei se podia acompanhá-lo, e ele consentiu com um aceno. Antes de nossa saída, ele mergulhou as bolotas em um balde de água, e lá fomos, não sem ele munir-se de um cano de ferro da grossura de um polegar.
Fiquei intrigado, querendo adivinhar o que ele faria c
om esse cano.


Fomos até o vale e lá ele deixou o seu rebanho aos cuidados do cachorro e nós subimos um escalão a uns cem metros adiante. E era
ali, fazendo buracos com o cano de ferro, que ele ia plantando as bolotas de carvalho.

Perguntei se a terra era dele. Não, não era, e nem sabia tampouco de quem era. No entanto, isso não o impedia de continuar a plantar as bolotas, pois já plantara 100.000 delas.
Destas, 20.000 haviam germinado, e
os ratos fariam perder mais ou menos a metade. Mesmo dez mil restantes, onde antes não havia nada, não era isso compensador ?


Naturalmente que sim, eu lhe disse. E esse
s dez mil carvalhos, em trinta anos, seriam uma linda floresta de se ver. E ele fitando os olhos confiantes no horizonte, repetiu: Em trinta anos?... Até lá eu terei plantado muito mais, e tambem faias e bétulas. Já tenho viveiro na minha horta, diz com convicção.

Despedi-me no dia seguinte, e anos depois rebentava a guerra de 1914, que me prendeu durante cinco anos.
Mas mal consegui o documento de mobilização , senti uma saudade imensa de ar fresco, de ar de montanha. E lá fui eu para
aquela terra árida e erma, onde eu sabia morar um ermitão com seu estranho “hobby”de plantar bolotas.


A paisagem era a mesma, mas lá naquele local antes desértico e abandonado, avistava-se uma neblina cobrindo o cume do monte, como um tapete.
Lembrei-me dos dez mil carvalhos do pastor de ovelhas: tal número de árvores devia estar cobrindo uma apreciável área.

E esse ermitão chamado Elzéard Bouffier provavelmente já estaria morto. Mas não estava, e ao contrário, sentia-se ainda bem e forte.
Havia mudado de profissão, ficando com apenas quatro ovelhas, substituindo as outras por colmeias.



Os carvalhos plantados em 1910 já atingiam a altura de dois homens, e outros mais, plantados durante dez anos, cobriam uns o
nze quilômetros de comprimento por três de largura, desse planalto.

Fiquei estupefato – toda essa imponência vinda das mãos desse homem simples, sem recursos técnicos nem financeiros ! Ele havia continuado com seu projeto de plantar faias, as quais já se entendiam a perder de vis
ta.
E bétulas tambem, em grupos no vale, ele as plantara para garantir a permanência do lençol freático. E tinha razão : onde antes havia terra seca, agora os córregos jorravam água fresca e cristalina.


A natureza, com água reaparecida e o vento espalhando sementes, foi dando vida, relva e flores. Vagarosa e constantemente, tudo se transformara em paisagem atraente.
Guardas florestais que nada disso sabiam, mas foram atraídos por esta transformação, julgando-a um “capricho da natureza”, nem poderiam desconfiar que pudesse existir alguem de tal persistência e generosidade.

Um dia, surpreenderam Elzeárd Bouffier na mata esquentando a sua refeição sobre pequenos galhos ardendo, e temendo um incêndio nesta mata, que “merecia toda proteção”, determinaram que a abandonasse. Sem nada explicar, ele mudara-se então para mais longe, e continuou, com toda sua calma, a plantar.


Sempre longe e solitário, nada sabia da guerra de 1914 e nem da de 1939.
Vi-o pela última vez em junho de 1945. Ele tinha 87 anos. Para vê-lo, já não precisei caminhar dias a pé, pois um ônibus já servia aquela região, toda transformada.

Em lugar do vento mordaz chicoteando o rosto, soprava uma suave brisa carregada de perfumes. E água – havia água a valer. Já havia algumas casas – cinco, com hortas e flores em abundância harmoniosa – repolhos e roseiras, cheiros e boca-de-leão...

Agora era um lugar aprazível onde se podia morar. Obra de fé e esperança no futuro – confiante na força da natureza.
Um homem de alma pura, sensível às leis que regem esse mundo de Deus, e que, pela sua simplicidade soube descobrir um maravilhoso caminho em direção à felicidade. "




sábado, 31 de dezembro de 2011

DEZEMBRO - Jardins do Mundo Para um Ano Novo Mais Feliz !

Com alguns dias de atraso, publico a última postagem da série Dezembro 2011.
Embora tenha começado no dia 31, somente hoje tive tempo para terminar !!!
Muitas coisas aconteceram por aqui...
O tema dessa última postagem do ano, são os jardins e as flores do mundo, mostrando belezas diversas das várias regiões da nossa Mãe Terra.


A beleza das plantas aquáticas, formando um lindo jardim verde salpicado de cores.
Dos jardins de Roberto Burle Marx, o famoso paisagista brasileiro.


Jardim em Portugal.

Jardim Mexicano.

Jardins da casa de Claude Monet - França.

Jardim na Alemanha.

Jardim na Itália.

Jardim na Provence - França.

Jardim inglês.

Jardim em Jerusalém.

Jardim Botânico de Curitiba - Brasil.

Jardim chinês.

Jardim Botânico na Tailândia.

Jardim na África do Sul.

Tulipas na Holanda.

Jardim no Egito.

Jardim na Suíça.
Jardim florido nos Emirados Árabes.

Jardim de Cactus, na Espanha.

Jardins de Luxemburgo.

Com a imagem desses jardins floridos, desejo a todos que por aqui caminham um muito feliz 2012.
Que o novo ano tenha a beleza e a suavidade dessas flores, permitindo um caminhar sereno pela "boa estrada vermelha da vida".

“Berço da criação,

Proteja essa criança do perigo.

Filho de todos os amanhãs

Durma tranquilo em meus braços.

Um belo dia,

Ao despertar,

Você descobrirá

No que veio servir à Humanidade."


(Do livro "As Cartas do Caminho Sagrado", de Jamie Sams)